Artesanato de tradição: um pouquinho de Sergipe para levar pra casa

Olá pessoal!

Às vésperas do feriadão do Dia do Trabalhador, Aracaju já começa a receber alguns dos seus turistas. Gente de todos os lugares do país vem em busca de um lugar tranquilo e sossegado para aproveitar o fim de semana prolongado. Curtir as praias, passear pelos parques ou apenas descansar no Celi Hotel, seja qual for a programação, ao final da viagem, todo mundo quer levar uma “lembrancinha” do lugar. E as opções são as mais variadas: esculturas em madeira, biscuits em forma de Caju, camisetas com estampas divertidas… mas uma das coisas mais tradicionais e autênticas de todo o estado de Sergipe é o artesanato em renda.

A renda irlandesa é o grande destaque na produção de renda em Sergipe

A renda irlandesa é o grande destaque na produção de renda em Sergipe

E aqui em Sergipe, você vai encontrar os mais variados tipos de renda, a depender da região do estado onde ela seja produzida. Esta é uma curiosidade que poucas pessoas sabem. Na verdade, a produção da renda tornou-se uma característica e uma identidade para a região onde ela surge; e isto faz com que a produção seja ainda mais autêntica. É o caso da renda irlandesa. Ela transformou-se num dos artigos mais preciosos do estado e ganhou tamanho reconhecimento que o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) catalogou o processo no livro de Registro de Saberes; denotando a importância deste processo no artesanato nacional.

Com isso, a cidade de Divina Pastora passou a ser ainda mais conhecida e visitada, afinal ela é a responsável por grande parte da produção da renda irlandesa no estado de Sergipe, tornando-a numa das maiores expressões do artesanato local. Por isso, nada melhor do que um produto de alta qualidade, singular e que traduz a essência do trabalho artesanal sergipano para você guardar um pedacinho do nosso estado.

Tudo bem o nome ser “irlandesa” e não “sergipana”, afinal essa técnica de rendado nem mesmo surgiu na Irlanda: foi na Itália, no século XV, que se iniciou a produção das primeiras peças com esta identidade; posteriormente, a técnica foi repassada às missionárias irlandesas, que difundiram a produção da renda na Europa. Já aqui em Sergipe, mais precisamente na cidade de Divina Pastora, a renda veio através do imigrantes italianos, durante o período de colonização. Aqui, a renda é caracterizada pelo uso de lacê, um cordão sedoso, e manipulado cuidadosamente com linha e agulha, fazendo com que o produto final seja ainda mais sofisticado, seja ele um simples pano de copa, um belo vestido ou uma colcha, que vai deixar seu quarto bem mais bonito.

A produção da renda de bilro exige técnica, paciência e dedicação, e é  destaque no município de Poço Redondo

A produção da renda de bilro exige técnica, paciência e dedicação, e é destaque no município de Poço Redondo

Já em Poço Redondo, o destaque é para a renda de bilro: sua delicadeza confere ainda mais beleza para estes produtos. Difundida no semi-árido sergipano durante o século XVIII pelos portugueses que aportaram na região, esta técnica utiliza-se de um instrumento característico, o “bilro”, que é um pequeno pino de madeira. Vários bilros são presos a uma base almofadada – que é marcada com agulhas, para delimitar os desenhos da renda – e trançam as linhas amarradas a eles, criando formas em meio ao barulhinho bom do toque dos bilros. Um trabalho de habilidade e concentração, que é produz verdadeiras obras de arte.

Além destes, existem dezenas de outros locais que produzem estes e outros tipo de renda: na Barra dos Coqueiros, a renda de filé, tradicionalmente alagoana, também é muito produzida e consumida por locais e turistas. A renda tipo Renascença, uma renda de agulha tal como a renda Irlandesa, é facilmente encontrada no interior sergipano, principalmente na cidade de Japaratuba. Em todo o Sergipe, a cultura da renda é tão forte que em vários municípios é comum encontrar associações, cooperativas ou comunidades organizadas na produção deste tipo de artesanato. Afinal, os investimentos feitos tem gerando uma melhoria no orçamento familiar de grande parte dos envolvidos. Existem famílias que se mantém há gerações através dos trabalhos desenvolvidos com o artesanato de renda.

E não se preocupe: mesmo que você passe poucos dias em Aracaju e não possa ir a uma dessas cidades para comprar uma bela peça de renda, existem diversos centros de cultura e artesanato na capital onde as peças podem ser encontradas. É só escolher a sua preferida e investir em um produto que é muito mais que uma simples “lembrança”; é uma verdadeira obra de arte autenticamente sergipana. Esperamos que aproveitem estas informações para conhecer um pouco mais das tradições sergipanas, afinal, o artesanato é uma delas. Comente, critique ou mande sua sugestão. Queremos descobrir o que você deseja saber sobre Sergipe para que este seja o seu próximo destino.

Confira abaixo alguns dos locais onde você pode encontrar opções de peças de artesanato em renda na capital sergipana:

Centro Centro de Arte e Cultura J. Inácio, Orla de Atalaia;

Mercado Municipal, Centro Histórico;

Centro de Artesanato Chica Chaves, Orla do Bairro Industrial;

Centro de Turismo, Praça Olímpio Campos;

Feirinhas da Praça Tobias Barreto, aos domingos;

Passarela do Artesão, Orla de Atalaia – diariamente das 16 às 23h.

Fotos: site Turismo Sergipe e Infonet.


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