13 de Julho: uma Praia Formosa

Voltamos!

E ainda mais satisfeitos! Afinal, nossas postagens tem gerado bons comentários e na última semana, mais pessoas começaram a seguir nosso blog! Isso nos faz ter a certeza de que estamos no caminho certo e ficamos muito felizes em saber que, com isso, mais pessoas se interessam por Sergipe e escolhem Aracaju como um novo destino.

Então, que tal conhecer um pouco mais da capital sergipana? Para este post, escolhemos um bairro que todo turista costuma conhecer: o bairro 13 de Julho. Mas a verdade é que muita gente restringe sua visita ao famoso calçadão – o queridinho dos aracajuanos. Seja para caminhar, correr, praticar esportes (voleibol, futebol, basquete…) ou apenas para subir no mirante e apreciar a bela vista do encontro dos rios Poxim e Sergipe, este é um local altamente frequentado e que reflete bem o espírito do povo deste lugar. Ainda assim, o 13 de Julho tem muito mais pra se ver, parar e curtir à beira rio.

Praia Formosa

Foi assim que o bairro ficou conhecido após surgir como uma colônia de pescadores. Antes disso, no século XIX, o local era chamado de Ilha dos Bois, e pertencia a uma tradicional família local. O local só passou a ser conhecido como “13 de Julho” em 1954, quando foi decretada a mudança para o novo nome, que fazia referência ao episódio ocorrido 30 anos antes: um levante que reuniu civis contra as forças militares locais, que queriam tomar o poder administrativo de Aracaju. Este fato, apesar de atualmente ser pouco conhecido, é uma parte importante da história da capital; de modo que deu um novo nome à “praia formosa”.

Durante anos, a Praia Formosa era frequentada por banhistas, por conta de sua proximidade com o centro; permitindo um acesso mais fácil do que a praia da Atalaia, por exemplo. Mas, depois da construção da ponte sobre o Rio Poxim, que prolongou o acesso de quem sai do centro até a Atalaia, os banhistas começaram a abandonar o bairro já conhecido como 13 de Julho, em detrimento do banho de mar.

Com a construção do calçadão e o posterior desenvolvimento imobiliário na região, o bairro passou a ser conhecido como área nobre da capital, com dezenas de casas e prédios luxuosos, além do comércio com foco no público de alto padrão. Hoje, o 13 de Julho preserva muito pouco de sua história, mas se apresenta contemporâneo e vivo; mesmo para quem o olha de passagem para outro ponto da cidade.

Da praia para um grande bairro

Para ir ao bairro 13 de Julho nem sempre é necessário querer. A Avenida Beira Mar é uma das mais movimentadas da cidade e faz ligação entre a zona norte e sul de Aracaju. Com isso, principalmente para os que se hospedam na Atalaia, como os cliente do Celi Hotel Aracaju, é comum passar pelo bairro ao visitar museus, memoriais e outros tantos pontos turísticos localizados no centro da cidade. Mas, que tal dar uma paradinha e descobrir o que você pode só ter visto de passagem?

Monumento_Aracaju_wikipedia

O monumento é obra do artista plástico Eurico Luiz e remonta a simbologia do nome da capital sergipana (Foto: Wikipedia)

Monumento Ser Feliz Aracaju: não tem essa pessoa que passe pelo Largo dos Rádio-Amadores, logo após o Iate Clube de Sergipe, e não note um grande monumento com uma arara e cajus em torno da frase “ser feliz Aracaju”. Obra do artista plástico Eurico Luiz, um paulista  naturalizado aracajuano, que tem várias outras referências espalhadas pela cidade, sempre utilizando elementos que simbolizam a capital sergipana. Esta sua escultura tornou-se um dos grandes símbolos de Aracaju: retrata suas principais referências e ratifica a felicidade pacata do povo que vive aqui. A foto aqui é obrigatória! Então, aproveite e, mesmo que de passagem, pare e fotografe. Nada melhor do que guardar a recordação de um lugar para ser feliz, não é?! 😉

Memorial de Sergipe: o prédio localizado na Avenida Beira Mar já chama atenção quando, logo na entrada, é possível ver duas estátuas: Lampião e Maria Bonita. Seu acervo iconográfico, bibliográfico e museológico soma mais de 20 mil peças, que contam um pouco do desenvolvimento de Sergipe e retrata alguns dos principais períodos da história do estado. Mantido pela Universidade Tiradentes, o Memorial também realiza exposições permanentes e itinerantes, sobre cultura, arte, arqueologia e muitos outros temas ligados à historicidade. Atualmente (Fevereiro/2016), ele encontra-se fechado, mas não podemos deixar de citá-lo nesta lista. Quem sabe quando você estiver por aqui já estará reaberto e terá a possibilidade de conhecer mais um local recheado de boas histórias. Clique aqui para conferir o site e um pouco mais sobre o local.

Espaço Cultural Yázigi Internexus: o espaço inaugurado em 1998 é de propriedade da escola de inglês Yázigi e possui um auditório e uma galeria de arte, com o objetivo de promover a cultura local para o melhor desempenho no ensino da língua inglesa para os alunos. No  auditório com capacidade para 80 pessoas são realizados aulões e palestras, além de peças de teatros, performances e shows, que também podem ser abertos ao público em geral. Já a galeria de arte expõe diversos artistas sergipanos e também serve como espaço para a promoção de eventos ligados à cultura. Quando estiver visitando o bairro, dá uma passadinha no local e confira o que está acontecendo por lá.

mangará

A fachada de casa do interior já mostra que o Mangará é um típico restaurante regional (Foto: site Restaurante Mangará)

Mangará: se você já veio à Sergipe, sabe que “Mangar” é uma palavra muito utilizada por aqui e tem como significado “caçoar, desdenhar”. Mas, apesar disso, Mangará não é futuro do presente deste verbo nordestino! 😀 O local é um restaurante  com um jeito todo sergipano e que serve as mais variadas comidas típicas de Sergipe e do Nordeste de segunda à domingo, das 17h40 às 22h, sendo que no primeiro dia da semana também abre para almoço das 11h40 às 15h. Além da comida, o lugar em si já é uma atração à parte: paredes decoradas, painéis para fotos e uma lojinha que vende artigos decorativos e comidinhas, que podem ser levadas como lembranças do local. Depois de tanto passear pelo bairro, vale a pena passar por lá.

João do Alho: esta indicação vem do próprio Caetano Veloso; então, a gente não pode deixar passar! Não entendeu? Explicamos! Em “Aracaju”, música do disco “Cinema Transcendental” de 1979, o Caetano canta a capital sergipana, fala sobre cajus, araras, o “melhor lugar” e cita o restaurante em sua música. A estrofe diz:  “Aracaju / Terra cajueiro papagaio / Araçazu / Moqueca de cação no João do Alho”. Se está recomendado pelo Caetano Veloso, confere lá!

E aí, gostou de nossas indicações de hoje? Para quem gosta de compras, o bairro 13 de Julho também possui diversas opções de lojas em diversas galerias. As residências antigas estão dando espaço a novos centros comerciais e restaurantes, e algumas poucas edificações verticais se insistem e persistem no desenvolvimento do bairro. Andando pelas ruas ou mesmo pelo calçadão, você  verá um pouco do que há de novo e antigo, bem representativo na cidade. Descobrir novo lugares é conhecer Aracaju de uma forma diferente: sentir-se aracajuano e entender o que significa “Ser Feliz Aracaju”.

 

Observação: dados e informações foram baseados em texto encontrados no site da Prefeitura de Aracaju,   da Unit – Universidade Tiradentes, da Wikipédia (Artigo sobre Lourival Baptista e sobre o bairro 13 de Julho), do Blog Aracaju Saudade, do site MUBE Virtual (sobre a escultura de Eurico Luiz) e do site do Governo de Sergipe (Agência Sergipe de Notícias). Foto da capa: Aluizio Accioly.

De encher os olhos e dar água na boca

Vamos continuar nossas postagens destacando as festividades juninas até o final do mês, quando São Pedro fechar o período de festa; afinal, temos muito para falar sobre esta expressão autenticamente nordestina. E o assunto de hoje é o mais saboroso possível, pois é neste período onde mais se consomem as comidas típicas do Nordeste. Um bom cardápio junino reúne diversas opções de pratos, em sua maioria, com base de milho, coco e tapioca. E nem precisa de garfo e faca! Conhecer um pouco dessas guloseimas é saber mais sobre o povo da região. Então, preste bem atenção nesta postagem: você vai ficar com água na boca!

A culinária junina tem como principal elemento o milho que é plantado no dia de São José

A culinária junina tem como principal elemento o milho que é plantado no dia de São José

Como dito acima, grande parte das comidas do período junino tem como base o milho. E a tradição sobre esta comida se inicia bem antes do dia de São João. Afinal, o milho costuma ser plantado no dia de São José, 19/03; pois, segundo a tradição, se chove neste dia, a colheita será boa durante o mês de Junho. Isso garante uma venda lucrativa para os produtores e uma mesa farta para todos: os que produzem e os que vão se deliciar com o produto da colheita!

E o milho é consumido de todo jeito: cozido, assado (até mesmo na brasa da fogueira), tem bolo de milho, bolo de fubá (que é a farinha do milho), pamonha, além de dois itens muito comuns por aqui mas que confundem os turistas com seus nome diferentes: a canjica, que muitos chamam de curau, e o mungunzá, que se parece com o que alguns conhecem por canjica! Achou confuso? É a regionalização que faz tudo ser diferente neste país continental. Mas, te damos uma dica: vem pra Aracaju experimentar essas delícias e você vai descobrir a diferença na prática. E não existe jeito melhor de reconhecer estas delícias que não seja pelo sabor de cada uma delas.

Ah, e quase esquecemos do pé-de-moleque: o que, para muito é um doce com amendoim, aqui é uma massa de

Arroz doce, canjica e mungunzá são alguns dos pratos mais consumidos pelos turistas

Arroz doce, canjica e mungunzá são alguns dos pratos mais consumidos pelos turistas

tapioca (também conhecida como “puba” e coco, assada na palha da bananeira. Afinal, não é só de milho que se vive no São João: o coco e a tapioca também são base de receitas muito tradicionais e que fazem o maior sucesso por aqui. O beiju, que atualmente se tornou bem conhecido em todo o país, ganha as mais diversas variações: o beijú-molhado, mistura a massa com o leite de coco, que dar um sabor doce à receita; já o sarolho, onde a tapioca se une ao coco ralado, com um sabor mais salgado e textura seca; enquanto o malcasado fica no meio do caminho: nem muito salgado e nem muito doce, nem tão molhado nem tão seco. É como a gente disse: só experimentando pra saber. E com tantas opções, vai ser difícil você escolher o mais gostoso!

Existem ainda outras comidinhas que são comuns no cardápio junino: o arroz-doce, a queijada, o bolo de macaxeira (ou mandioca, ou aimpim – a depender de onde você more, a raiz pode ter nomes diferentes, mas aqui é macaxeira, não esqueça!) e o de puba; além de aperitivos como o amendoim cozido e as castanhas, estes muito comuns no estado durante todo o ano. E que acompanham bem quentão e os licores, que são as bebidas mais consumidas em Sergipe durante o São João. Jenipapo, uva-passa e até a queridinha sergipana mangaba são algumas das frutas utilizadas como base destas bebidas que prometem esquentar a noite do pouco rigoroso inverno nordestino.

No Celi Hotel, os hóspedes vão se deliciar experimentando os pratos típicos da culinária junina com um cardápio especial

No Celi Hotel, os hóspedes vão se deliciar experimentando os pratos típicos da culinária junina com um cardápio especial

Ficou com água na boca? Então, saiba que no Celi Hotel, durante todo o mês de Junho, temos uma verdadeira degustação dessas delícias. Além de saborear algumas destas iguarias durante o café da manhã, nossos hóspedes terão um cardápio especial durante a semana do São João, com cinco pratos típicos diferentes por dia! Você vai se hospedar com conforto e qualidade, em frente à Orla de Atalaia, e ainda vai experimentar o melhor da culinária mais tradicional do estado sem precisar sair do hotel. Dessa vez, a gente caprichou para oferecer o melhor do período junino aos nossos hóspedes.

E não pense que acabou! São João está chegando e na próxima semana o Celi Hotel vai fazer uma surpresa junina para seus hóspedes! Essa festa tem mesmo muito sobre o que falar ou “dá pano pra manga”, como dizem por aqui. Continue conectado com o Celi Hotel Aracaju através do nosso blog ou nas redes sociais. Acesse nosso facebook e o instagram para conferir todas as novidades do hotel e acompanhar de perto a surpresa que estamos preparando. Deixe seu comentário com sugestões e comente sobre o que deseja saber ou ver por aqui. Estamos prontos para te receber e informar sobre o que Sergipe tem de melhor para oferecer; e nossa culinária, sem dúvidas, é uma das boas surpresas que você encontra por aqui! Em breve, tem mais sobre São João. Anavantou!