13 de Julho: uma Praia Formosa

Voltamos!

E ainda mais satisfeitos! Afinal, nossas postagens tem gerado bons comentários e na última semana, mais pessoas começaram a seguir nosso blog! Isso nos faz ter a certeza de que estamos no caminho certo e ficamos muito felizes em saber que, com isso, mais pessoas se interessam por Sergipe e escolhem Aracaju como um novo destino.

Então, que tal conhecer um pouco mais da capital sergipana? Para este post, escolhemos um bairro que todo turista costuma conhecer: o bairro 13 de Julho. Mas a verdade é que muita gente restringe sua visita ao famoso calçadão – o queridinho dos aracajuanos. Seja para caminhar, correr, praticar esportes (voleibol, futebol, basquete…) ou apenas para subir no mirante e apreciar a bela vista do encontro dos rios Poxim e Sergipe, este é um local altamente frequentado e que reflete bem o espírito do povo deste lugar. Ainda assim, o 13 de Julho tem muito mais pra se ver, parar e curtir à beira rio.

Praia Formosa

Foi assim que o bairro ficou conhecido após surgir como uma colônia de pescadores. Antes disso, no século XIX, o local era chamado de Ilha dos Bois, e pertencia a uma tradicional família local. O local só passou a ser conhecido como “13 de Julho” em 1954, quando foi decretada a mudança para o novo nome, que fazia referência ao episódio ocorrido 30 anos antes: um levante que reuniu civis contra as forças militares locais, que queriam tomar o poder administrativo de Aracaju. Este fato, apesar de atualmente ser pouco conhecido, é uma parte importante da história da capital; de modo que deu um novo nome à “praia formosa”.

Durante anos, a Praia Formosa era frequentada por banhistas, por conta de sua proximidade com o centro; permitindo um acesso mais fácil do que a praia da Atalaia, por exemplo. Mas, depois da construção da ponte sobre o Rio Poxim, que prolongou o acesso de quem sai do centro até a Atalaia, os banhistas começaram a abandonar o bairro já conhecido como 13 de Julho, em detrimento do banho de mar.

Com a construção do calçadão e o posterior desenvolvimento imobiliário na região, o bairro passou a ser conhecido como área nobre da capital, com dezenas de casas e prédios luxuosos, além do comércio com foco no público de alto padrão. Hoje, o 13 de Julho preserva muito pouco de sua história, mas se apresenta contemporâneo e vivo; mesmo para quem o olha de passagem para outro ponto da cidade.

Da praia para um grande bairro

Para ir ao bairro 13 de Julho nem sempre é necessário querer. A Avenida Beira Mar é uma das mais movimentadas da cidade e faz ligação entre a zona norte e sul de Aracaju. Com isso, principalmente para os que se hospedam na Atalaia, como os cliente do Celi Hotel Aracaju, é comum passar pelo bairro ao visitar museus, memoriais e outros tantos pontos turísticos localizados no centro da cidade. Mas, que tal dar uma paradinha e descobrir o que você pode só ter visto de passagem?

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O monumento é obra do artista plástico Eurico Luiz e remonta a simbologia do nome da capital sergipana (Foto: Wikipedia)

Monumento Ser Feliz Aracaju: não tem essa pessoa que passe pelo Largo dos Rádio-Amadores, logo após o Iate Clube de Sergipe, e não note um grande monumento com uma arara e cajus em torno da frase “ser feliz Aracaju”. Obra do artista plástico Eurico Luiz, um paulista  naturalizado aracajuano, que tem várias outras referências espalhadas pela cidade, sempre utilizando elementos que simbolizam a capital sergipana. Esta sua escultura tornou-se um dos grandes símbolos de Aracaju: retrata suas principais referências e ratifica a felicidade pacata do povo que vive aqui. A foto aqui é obrigatória! Então, aproveite e, mesmo que de passagem, pare e fotografe. Nada melhor do que guardar a recordação de um lugar para ser feliz, não é?! 😉

Memorial de Sergipe: o prédio localizado na Avenida Beira Mar já chama atenção quando, logo na entrada, é possível ver duas estátuas: Lampião e Maria Bonita. Seu acervo iconográfico, bibliográfico e museológico soma mais de 20 mil peças, que contam um pouco do desenvolvimento de Sergipe e retrata alguns dos principais períodos da história do estado. Mantido pela Universidade Tiradentes, o Memorial também realiza exposições permanentes e itinerantes, sobre cultura, arte, arqueologia e muitos outros temas ligados à historicidade. Atualmente (Fevereiro/2016), ele encontra-se fechado, mas não podemos deixar de citá-lo nesta lista. Quem sabe quando você estiver por aqui já estará reaberto e terá a possibilidade de conhecer mais um local recheado de boas histórias. Clique aqui para conferir o site e um pouco mais sobre o local.

Espaço Cultural Yázigi Internexus: o espaço inaugurado em 1998 é de propriedade da escola de inglês Yázigi e possui um auditório e uma galeria de arte, com o objetivo de promover a cultura local para o melhor desempenho no ensino da língua inglesa para os alunos. No  auditório com capacidade para 80 pessoas são realizados aulões e palestras, além de peças de teatros, performances e shows, que também podem ser abertos ao público em geral. Já a galeria de arte expõe diversos artistas sergipanos e também serve como espaço para a promoção de eventos ligados à cultura. Quando estiver visitando o bairro, dá uma passadinha no local e confira o que está acontecendo por lá.

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A fachada de casa do interior já mostra que o Mangará é um típico restaurante regional (Foto: site Restaurante Mangará)

Mangará: se você já veio à Sergipe, sabe que “Mangar” é uma palavra muito utilizada por aqui e tem como significado “caçoar, desdenhar”. Mas, apesar disso, Mangará não é futuro do presente deste verbo nordestino! 😀 O local é um restaurante  com um jeito todo sergipano e que serve as mais variadas comidas típicas de Sergipe e do Nordeste de segunda à domingo, das 17h40 às 22h, sendo que no primeiro dia da semana também abre para almoço das 11h40 às 15h. Além da comida, o lugar em si já é uma atração à parte: paredes decoradas, painéis para fotos e uma lojinha que vende artigos decorativos e comidinhas, que podem ser levadas como lembranças do local. Depois de tanto passear pelo bairro, vale a pena passar por lá.

João do Alho: esta indicação vem do próprio Caetano Veloso; então, a gente não pode deixar passar! Não entendeu? Explicamos! Em “Aracaju”, música do disco “Cinema Transcendental” de 1979, o Caetano canta a capital sergipana, fala sobre cajus, araras, o “melhor lugar” e cita o restaurante em sua música. A estrofe diz:  “Aracaju / Terra cajueiro papagaio / Araçazu / Moqueca de cação no João do Alho”. Se está recomendado pelo Caetano Veloso, confere lá!

E aí, gostou de nossas indicações de hoje? Para quem gosta de compras, o bairro 13 de Julho também possui diversas opções de lojas em diversas galerias. As residências antigas estão dando espaço a novos centros comerciais e restaurantes, e algumas poucas edificações verticais se insistem e persistem no desenvolvimento do bairro. Andando pelas ruas ou mesmo pelo calçadão, você  verá um pouco do que há de novo e antigo, bem representativo na cidade. Descobrir novo lugares é conhecer Aracaju de uma forma diferente: sentir-se aracajuano e entender o que significa “Ser Feliz Aracaju”.

 

Observação: dados e informações foram baseados em texto encontrados no site da Prefeitura de Aracaju,   da Unit – Universidade Tiradentes, da Wikipédia (Artigo sobre Lourival Baptista e sobre o bairro 13 de Julho), do Blog Aracaju Saudade, do site MUBE Virtual (sobre a escultura de Eurico Luiz) e do site do Governo de Sergipe (Agência Sergipe de Notícias). Foto da capa: Aluizio Accioly.

São José: um santo lugar!

Olha a gente aqui de novo!

A semana passou rápido e já estamos de volta com mais uma opção de lugar à ser descoberto aqui em Aracaju.Desta vez, vamos apresentar a vocês um bairro que até poderia ser turístico, mas (talvez ainda) não é. Ao lado do centro da cidade, o bairro São José atualmente é conhecido pelo grande número de hospitais, clínicas, consultórios e centros médicos que se localizam em suas imediações.

– E o que isso tem de turístico?

– Nada! Assim ele é conhecido, mas saiba que existe muita coisa além de médicos neste bairro.

Antes de falar das opções de lugares legais para turistas que se pode encontrar no bairro São José, vamos primeiro falar sobre sua história; afinal, este é um dos bairros mais antigos da cidade e o primeiro a representar a expansão da capital sergipana.

História do “Carro Quebrado”

Carro quebrado: este era o antigo nome do bairro que ficou conhecido assim por conta dos inúmeros veículos que atolavam no local devido os terrenos da região serem pantanosos. E esta realmente não é uma boa maneira de ser lembrado. Mas logo o bairro passou a ser chamado de São José, após a implantação da igreja com o nome do santo, que tornou-se referência no local. Foi justamente em torno da paróquia que o povoamento se iniciou. A construção do Colégio Patrocínio de São José por feiras da congregação franciscana foi outro marco para o local que logo passou a ser visto como uma possibilidade de bairro residencial. As primeiras casas da região foram habitadas por uma elite que começava a aparecer na cidade e queria um pouco mais de privacidade, saindo da exposição movimentada do centro para habitar áreas circunvizinhas e tornando o novo bairro um reduto de mansões.

Na década de 1950, o São José conheceu sua urbanização: praças, calçadões e ruas pavimentadas começam a aparecer no bairro que também recebeu o primeiro estádio de esportes da cidade que, após a reforma realizada uma década depois, passou a ser chamado de Estádio Lourival Batista; sendo atualmente conhecido como Arena Batistão. Mas, a partir da década de 1970, o centro de Aracaju começou a ficar pequeno para as atividades comerciais que se intensificaram e o bairro São José iniciou um processo de transformação: as antigas residências passaram a dar espaço aos prédios e pontos comerciais, e o bairro passa a ver o desenvolvimento chegar em forma de novos negócios. Daí até o novo século, o São José cresceu e para ser o que é hoje: um dos bairros mais conhecidos e tradicionais da cidade.

Conheça este santo lugar!

Ruas arborizadas, diversas praças e um pouco da história de Sergipe, além de um comércio sólido, compõem atualmente o São José. Apenas isto não é o suficiente para que um turista se interesse pelo local, mas existem muitos espaços públicos e alguns privados que valem a visita. Seja para conhecer mais sobre nossa história, apreciar a cultura sergipana ou degustar os sabores local, saiba que o bairro São José está recheado de opções que podem te interessar e mais ainda: te surpreender!

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O Estádio Estadual Gov. Lourival Baptista agora é conhecido como Arena Batistão (Foto: reprodução Agência Sergipe de Notícias)

Estádio Estadual Lourival Batista / Arena Batistão: este é o maior estádio de futebol de Sergipe. Com capacidade atual para 15.575 pessoas, foi entregue à população  completamente modernizado há pouco mais de um ano e já recebeu diversos estaduais e de campeonatos nacionais durante o período. Sua iluminação externa destaca o prédio reformado e ainda mais imponente, chamando a atenção dos passantes pelo local. O estádio só abre ao público em dias de jogos. Então, se quiser conhecer a Arena Batistão por dentro, fique de olho nos campeonatos e confira os jogos a serem realizados no local.

Teatro Atheneu: saindo do esporte para as atrações culturais da cidade, precisamos falar sobre o Teatro Atheneu. O mais antigo teatro da cidade foi inaugurado em 1954 e tem capacidade para mais de 800 pessoas, incluindo a acessibilidade de assentos especiais. Após a última reforma, realizada em 2011, a fachada externa do Atheneu recebeu painéis em homenagem aos grandes representantes locais do teatro sergipano e um espaço cultural, que conta com cafeteria e salas de exposições. Para conferir a programação do local, que inclui espetáculos com artistas sergipanos e nacionais das mais diversas áreas, clique aqui e confira o site o teatro.

Sociedade SEMEAR: apesar de ser um espaço relativamente novo no bairro, a Sociedade de Estudos Múltiplos, Ecológica e de Artes, conhecida como SEMEAR, atua ativamente na produção cultural da cidade. Inaugurado em 2001, funciona como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), em um prédio que é um verdadeiro complexo com galeria de exposição, salas de aula, auditório e espaços abertos que são amplamente utilizados em eventos com foco na cultura e na arte sergipana. Sua galeria de arte, que leva o nome de um grande artista, sergipano de coração, Jenner Augusto, está sempre aberta para visitação e é uma excelente oportunidade para conhecer de forma gratuita os talentos locais. E fica a apenas uma quadra do Teatro Atheneu, na rua Vila Cristina. Clique aqui para saber das novidades visitando o site da SEMEAR.

CULTART: o Centro de Cultura e Arte conhecido como CULTART está localizado na Av. Beira Mar, em um prédio tombado como Patrimônio Histórico Estadual.Construído em 19874 para abrigar um orfanato, o local já serviu também como Grupo Escolar e Faculdade de Direito, antes de passar a ser mantido pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e transformado no CULTART. O prédio é um verdadeiro complexo com dezenas de salas que são utilizadas pelos cursos de Dança, Teatro e Artes Visuais, oferecidos pela universidade; além da Pinacoteca Professor Luiz Alberto dos Santos e da Galeria de Arte Florival Santos, que frequentemente expõem obras de artistas sergipanos. O CULTART funciona de segunda à sexta-feira, das 08 às 18h, e aos sábados, das 08 às 12h; e fica pertinho da Sociedade SEMEAR (num mesmo passeio, você vai conhecer vários lugar!) 🙂

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À esquerda, uma foto antiga do prédio que foi reformado e hoje abriga a sede da OAB/SE, à direita (Foto: reprodução site Prefeitura de Aracaju)

Memorial da Advogacia Sergipana (Sede da OAB/SE): o antigo palacete da tradicional família Rollemberg hoje serve como sede para a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe, mas preserva sua arquitetura eclética e a beleza histórica do lugar. O prédio, tombado como patrimônio histórico em 1980, passou a ser a nova sede da OAB/SE após a reforma realizada em 2010, que deu origem também ao Memorial da Advocacia Sergipana. Um verdadeiro acervo de documentos jurídicos, peças históricas e outros tantos itens que retratam o passado de Aracaju e Sergipe, principalmente, no âmbito jurídico. O local é aberto ao público mas as visitas guiadas devem ser agendadas pelo e-mail presidente@oabse.gov.br Caso queira ter uma noção do lugar, que tal fazer agora mesmo uma visita virtual? Clique aqui para conhecer o tour 360º desenvolvido pela OAB.

Sabores de Aracaju: está no bairro São José e não quer ir até o mercado para comprar aquelas coisinhas gostosas com sabor de Sergipe? Nem precisa! A loja Coisas Nossas funciona na Av. Augusto Maynard nº 92 (próximo ao Memorial da OAB/SE) e é um cantinho recheado de biscoitos caseiros, doces regionais e muita comidinha gostosa para quem não quiser voltar com a mala vazia. Ah, e por falar em mala, é só solicitar que eles embrulham suas compras naqueles plásticos com bolhas de ar para que você despache tudo junto com sua bagagem sem problemas! Mas, se você quer mesmo é se refrescar no calor de Aracaju, atravessa a Av. Augusto Maynard e vai no número 77: a Sorveteria Vi Sabor possui os mais variados sabores de sorvetes, tendo como carro-chefe aqueles com frutas regionais como jabuticaba, mangaba, cajá, dentre outros. Em atividade há mais de 40 anos, possui história e é muito frequentada por locais e turistas. Um daqueles lugares para estar e se sentir um autêntico aracajuano.

E aí, o que achou das nossas dicas de hoje? Gostou de saber um pouco sobre o bairro São José? Deixe seu comentário e sua avaliação. Contamos com a participação dos nossos seguidores e de todos os visitantes para fazer este blog ser ainda melhor e mais útil para quem quer não apenas conhecer a cidade, mas viver Aracaju.

Ah, e não se esqueça, o feriado de Páscoa está chegando! Faça sua reserva agora mesmo em nosso site e venha descobrir Sergipe e suas belezas! Clique aqui e garanta sua estada conosco. Nós, do Celi Hotel Aracaju, estamos esperando por você!

Observação: dados e informações foram retiradas do site do Guia Sergipe Tradetour, site da Agência Sergipe de Notícias (sobre o Batistão), site do Teatro Atheneu, da Sociedade Semear, site da Universidade Federal de Sergipe (sobre o Cultart), site da OAB/SE (sobre o Memorial da Advocacia Sergipana), Facebook Coisas Nossas e TripAdvisor (sobre a Sorveteria Vi-Sabor).

O centro do Centro Histórico

Olá pessoal!

Após o carnaval, retornamos à nossa série de postagens sobre os bairros de Aracaju, para que vocês possam conhecê-los além dos tradicionais roteiros turísticos. Para quem vem à capital sergipana pela primeira vez, nossa sugestão é conhecer nossos posts sobre as possibilidades de roteiros para conhecer Aracaju de acordo com o período que for passar aqui (10 dias, 8 dias, 5 dias, 3 dias ou 1 dia). Mas se esta já é a sua segunda, terceira, quinta ou décima vez na cidade, ou se está por aqui quase sempre, seja à trabalho ou lazer, estas postagens são especialmente para você!

PRAÇA FAUSTO CARDOSO - TURISMO SERGIPE

Praça Fausto Cardoso, no coração do Centro Histórico de Aracaju (Foto: site Turismo Sergipe)

Hoje, vamos falar um pouco sobre o Centro de Aracaju, que, por conta de sua estrutura arquitetônica histórica, se transformou nos dos bairros turísticos da cidade.

– Se o bairro é turístico, seus principais locais estão entre aqueles roteiro de visita?

– Exato! Mas só os PRINCIPAIS! Tem muita coisa acontecendo no centro de Aracaju e muito que já aconteceu mas que ficou ali, num canto, e nem sempre recebe muito destaque; passando desapercebido pelos turistas.

Passeando pelas ruas do bairro, é possível encontrar memoriais, museus, construções centenárias e muito mais itens que o compõem, e remontam aos seus primórdios no desenvolvimento da cidade. Por isso, apesar de ser o centro comercial da cidade, também é conhecido como Centro Histórico. E falando sobre o assunto, vamos conhecer agora um pouco da história do bairro.

Histórico Centro

Foi em 1855, quando Aracaju recebeu o título de capital da província de Sergipe D’el Rey, que o centro passou a existir. A cidade foi a segunda capital planejada do nordeste e teve sua primeira planta desenhada de modo que os lotes fossem quadrados e sempre com a mesma medida; por isso, durante muitos anos, Aracaju ficou conhecida como “tabuleiro de xadrez do nordeste”.

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Aracaju teve seu centro planejado e é conhecida como “tabuleiro de xadrez” (Imagem: blog Sergipe em Fotos)

Uma das primeiras grandes edificações da cidade neste bairro foi a Igreja São Salvador, localizada num dos calçadões do centro histórico e atualmente reformada.Na época de sua construção, o solo pantanoso e insalubre do local foi uma das dificuldades encontradas, não apenas para erguer a igreja mas toda a cidade que começa a se desenhar. Além disso, a baixa qualidade da água potável na região causou diversas doenças durante os primeiros anos de existência de Aracaju. Mas, superados os problemas iniciais, Aracaju começou a progredir, graças à zona portuária, que foi o grande filão para a troca da capital do Sergipe.

Com o passar dos anos, o comércio da região se desenvolveu e a área começou a receber dezenas de construções que deram volume ao bairro, conhecido por abrigar a elite do período. A construção da catedral metropolitana, de parques e praças, bem como o palácio do governo do estado, após a emancipação de Sergipe, fizeram o centro de Aracaju se expandir, originando bairro circunvizinhos que proporcionaram o crescimento populacional e desenvolvimentos da cidade, que hoje tem pouco mais de 160 anos de existência.

O que o Centro Histórico tem?

Para os que buscam os roteiros turísticos, o Centro Histórico é passagem obrigatória! O bairro possui um grande acervo a ser conhecido. E tem muito mais além do tradicional passeio pelos museus, pela catedral, pelos memoriais… Você tem tempo? Então, sente-se e veja a vida passar pelo centro, ou aproveite aqueles lugares pelos quais você já passou mas sempre deixou para uma próxima visita. Alguns deles ficam escondidos mas são verdadeiras pérolas!

Capela São Salvador: na verdade, a ´”igreja” é uma capela subordinada à Paróquia da Catedral Metropolitana. É a primeira igreja do centro da cidade de Aracaju e localiza-se no calçadão da Rua Laranjeiras. Apesar de ter sofrido inúmeras reformas, que mudaram um pouco da arquitetura original, a Capela São Salvador ainda conserva os detalhes que a identificam como eclética, e caracteriza algumas das construções do período. Já em 2012, a Capela de São Salvador foi declarada pelo IPHAN como Patrimônio Histórico e Artístico de Sergipe; mostrando o valor simbólico do local para os aracajuanos e sua história. Para os mais religiosos, há missa diariamente no local. Para os curiosos, visitar um patrimônio reconhecido pelo estado em meio ao centro comercial da cidade é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada.

Música no mercado: O mercado municipal de Aracaju, composto pelos prédios dos mercados Thales Ferraz, Antônio Franco e Augusto Franco, é um dos pontos turísticos mais conhecidos do bairro. Dezenas de lojas com produtos artesanais, comidas tradicionais e itens variados podem ser encontradas no local e atrai centenas de turistas diariamente para conhecerem o que há de mais tradicional na cidade. Mas se você já conhece esta parte do mercado, te convidamos a aproveitar o seu lado musical: aos finais de semana, geralmente aos sábados, é comum encontrar grupos de samba e chorinho seja na parte interna do mercado Thales Ferraz ou na parte externa do mercado Antônio Franco. A alegria dos músicos costuma contagiar quem passa. É difícil estar no local e não parar um minuto que seja para ouvir os clássicos nacionais e regionais, entoados nas vozes com o sotaque marcado típico do local. Sente-se e aprecie a música e quem sabe até um tira-gosto.

Chorinho no Parque: seguindo a rota musical no centro da cidade, recentemente um grupo de músicos se juntou para produzir música na praça. A Roda de Choro Sergipana é um coletivo de artistas que se apresentam regularmente aos sábados na Praça Fausto Cardoso e que tem agregado artistas de outras áreas, como a literatura erudita e popular, em um sarau matutino à céu aberto. Não é em qualquer lugar que você encontra isso; então, confira as informações no Facebook Roda de Choro Sergipana e saiba quando será a próxima apresentação. Aproveite para curtir uma boa música sergipana ao ar livre e com vista por Rio Sergipe.

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A Roda de Choro Sergipana é um movimento novo, feito por artistas locais, que leva música à praça (Imagem: reprodução Facebook)

Memorial do Poder Judiciário de Sergipe: inaugurado em 1892 e atualmente conhecido como Palácio Sílvio Romero, o local abriga um acervo que inclui registros textuais, iconográficos, sonoros e bibliográficos, retratando diversos períodos da história de Aracaju e Sergipe, em exibição permanente. Alguns salões internos também recebem exposições itinerantes de curta duração, de artistas sergipanos e nacionais. O local também possui um auditório para eventos, mas é a sua fachada que ganha iluminação especial durante o período do Natal para receber uma das mais belas apresentações de coral natalina da cidade: um grande coro de crianças entoa canções tradicionais junto á uma orquestra, na abertura dos festejos natalinos da cidade. Apesar de não estar incluso nos principais roteiros de turismo da cidade, sua estrutura e seu acervo valem a visita. O memorial fica em frente ao Parque Teófilo Dantas, na Praça Olímpio Campos, onde também está situada a catedral metropolitana. Então, não deixe de incluir este ponto no seu roteiro. Saiba mais sobre horário e exposições clicando aqui para acessar o site do Memorial.

Casa Rua da Cultura: este é um espaço bem alternativo e pouco conhecido, até mesmo pelos aracajuanos, mas que é uma boa oportunidade para quem deseja conhecer a cena cultural teatral de Aracaju. O local é mantido por um grupo independente de teatro chamado Stultífera Navis, que iniciou os seus trabalhos desenvolvendo um projeto de ocupação do espaço público, chamado “Rua da Cultura”. Com o tempo, o projeto ganhou volume e o grupo conseguiu um espaço físico para servir de apoio para a realização de diversos projetos. A Casa possui uma sala de espetáculos com eventos realizados pela própria Stultífera, inclusive em parceria com outras companhias do estado, voltados para o público adulto e infantil, distribuídos em temporadas, e um ponto de leitura com acervo disponível para visitantes. Além disso, a Casa Rua da Cultura fica em frente à Praça Camerino, recentemente reformada, e quase ao lado do Museu da Gente Sergipana. Ou seja, mesmo pra quem está no roteiro turístico, dá pra incluir este local entre os que serão visitados. Para acompanhar as temporadas de apresentações, confira no site Casa Rua da Cultura clicando aqui.

Cacique Chá: a antiga casa de chá frequentada por diversas personalidades aracajuanas no início do século XX, é um prédio particular localizado na Praça Olímpio Campos e que possui, em sua estrutura, pinturas originalmente feitas pelo artista Jenner Augusto. Após o fechamento da casa de chá, o prédio passou por diversos aluguéis e fechou as portas por longos anos; até que, em 2015, foi reaberto já sob a custódia do SENAC como parte da escola de gastronomia e laboratório estudantil dos alunos dos cursos de culinária, garçonaria e turismo. Não bastasse ser apenas um restaurante, o local também recebeu um acervo de peças do artista que deixou suas marcas nas paredes do prédio, tornando-se também um memorial à Jenner Augusto. O lugar, que nunca deixou de ser lembrado pelos aracajuanos, agora tem um motivo a mais para ser visitado. Aliás, um não, dois: conhecer o memorial e experimentar a culinária do restaurante. Não deixe de conhecer o lugar.

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O novo Cacique Chá abriga um restaurante-escola do SENAC e um memorial à Jenner Augusto (Imagem: site SENAC)

Galeria de Artes Álvaro Santos: continuando o passei pela praça Olímpio Campos, exatamente na mesma rua, só que do outro lado da praça, está localizada a Galeria de Artes Álvaro Santos. O prédio fica exatamente onde funcionava o antigo aquário de Aracaju, sendo transformado em galeria nos idos da década de 1960. Atualmente, a GAAS é um reduto de exposições e mostras coletivas com destaque para os artistas sergipanos, desde os mais reconhecidos, como J. Inácio, até o famoso Salão dos Novos, evento que ocorre uma vez por ano e revela os novos talentos do estado. O lugar ideal para saber mais sobre a arte e a cultura do povo sergipano.

O Centro Histórico pode não ser um local muito valorizado por conta do seu aspecto comercial e antigo, mas é, sem dúvidas, uma excelente experiência para se viver uma Aracaju desde a sua história até o seu presente, vislumbrando seu futuro.

Ah, e se você já está pensando no próximo feriadão, que tal fazer uma simulação de reserva agora pelo site do hotel? Clique aqui e confira as tarifas e disponibilidades para você vir conhecer nossa cidade, se encantar com as belezas de Aracaju e descobrir o jeito Celi Hotel de lhe servir com qualidade.

Até breve!

Observação: as informações que constam neste post podem ser modificadas sem prévio aviso. Dados e informações foram retiradas do Portal da TV Sergipe (sobre o Cacique Chá e sobre a Capela São Salvador), site SENAC, site da Casa Rua da Cultura, site do Tribunal de Justiça de Sergipe (sobre o Memorial do Poder Judiciário), do Facebook Roda de Choro Sergipana e do Site da Universidade Federal de Sergipe (sobre a história de Aracaju: http://www.ufs.br/conteudo/aracaju-entre-evolu-urban-stica-diversidade-arquitet-nica-2989.html)

 

Atalaia: um passeio além da Orla

Olá pessoal!

Como prometido, estamos de volta! E iniciando uma série de postagens sobre vários bairros de Aracaju. Para quem gostou dos posts com roteiros em Sergipe, com certeza, estas informações funcionaram como complemento para que você possa montar o seu próprio roteiro! 🙂

– E vocês vão falar sobre toooooodos os bairros?

Não. Apenas alguns deles. Nosso critério, foi buscar por lugares que tenham uma história bacana, que possa despertar a atenção de turistas e que tenha variados tipos de atrações para que você possa conhecer um pouco mais da cidade, além dos pontos turísticos tradicionais. Apesar disso, o primeiro bairro sobre o qual vamos falar é um dos bairros mais turísticos de Aracaju.

– Mas você não disse que é para ir além dos pontos turísticos?

E iremos! Muita gente que visita Aracaju e fica hospedado em frente à Orla de Atalaia, como é o caso dos nossos hóspedes do Celi Hotel. Por vezes, só conhece as atrações da Orla. Não que elas sejam poucas – muito pelo contrário (clique aqui para ver nosso post sobre os roteiros e saiba mais) – mas existe muito mais informação dentro deste bairro que sempre se destacou pela praia. Vamos começar com um pouco de história?

De vila de pescadores à Orla mais bonita do Brasil!

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Praia de Atalaia na década de 70 mostra o povoamento pelos banhistas locais (Foto: Infonet)

O bairro surgiu de forma modesta, como uma colônia de pescadores, e não tinha o mínimo de infraestrutura até meados da década de 1930, quando o local começou a sofrer intervenções com foco no aproveitamento da orla para banhistas. A urbanização inicial do bairro deu-se com foco nas pessoas que utilizavam o local para veraneio. Mas o bairro só passou a ser realmente mais frequentado em 1937 após a construção da ponte sobre o Rio Poxim, que ligou a “cidade” ao que antes era considerado um povoado. Já nos anos de 1950, o desenvolvimento da Atalaia tornou-se mais intenso com a construção da ponto Juscelino Kubitschek, atualmente conhecida como a “ponte velha” da Atalaia. Logo após, a inauguração do Aeroporto Santa Maria fez o bairro ganhar ainda mais destaque e ser, finalmente, incorporado à cidade de Aracaju.

Com o passar dos anos, a praia de Atalaia ganhou mais infraestrutura e passou a receber os banhistas e turistas de forma mais acentuada. Foi em 2004, com a urbanização da Orla de Atalaia que o bairro ganhou tamanho destaque. O local despontou como o principal ponto turístico da cidade e o bairro passou a receber diversos empreendimentos hoteleiros valorizando ainda mais a região. Hoje, a Orla da praia de Atalaia é uma das mais conhecidas do país e considerada a mais bonita do Brasil.

Descobrindo a Atalaia

O bairro de Atalaia é massivamente frequentado por locais e turistas e a grande concentração de pessoas é na famosa passarela do caranguejo. Mas existem ainda outras opções pelo bairro, e algumas bem diferenciadas. Vá além do que está nos roteiros turísticos para explorar a cidade e sentir-se um autêntico aracajuano. Vamos começar?

Restaurante Maramar: O Restaurante Maramar, situado dentro do Celi Hotel, é uma das opções gastronômicas a serem apreciadas no bairro. O local, sempre muito bem frequentado, serve aos hóspedes e passantes. Tem um excelente café da manhã com música ao vivo, que é o grande destaque do local, e funciona todos os dias da semana com menu à la carte. Lugar ideal para um almoço em família ou um jantar à dois. Para nossos hóspedes, é de casa; mas quem não é hóspede, também será sempre muito bem-vindo!

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O Escondidinho ao Velho Chico é uma das opções de pratos regionais do cardápio Maramar, que possui um menu diversificado

Variedade gastronômica: por conta do grande fluxo turístico, o bairro se desenvolveu muito, principalmente, no que se refere à gastronomia. Uma grande número de bares e restaurantes, também podem ser encontrados fora da Orla de atalaia. Quer comer uma tradicional costela no bafo? Matar a saudade de um sushi fresco? Experimentar um kebab turco? Tudo isso e muito mais você encontra no bairro. Transitar por ruas que fiquem próximas à orla é um modo de descobrir alguns desses lugares.

Caranguejo na praia: quer se sentir um autêntico sergipano, aproveite um belo fim de semana de sol para sentar numa barraca à beira da praia e apreciando o sabor do tradicional caranguejo sergipano. É comum consumir a iguaria em restaurantes, principalmente, na passarela que leva o nome do bichinho; mas sentado na areia à beira mar, o sabor é ainda melhor.

Esportes radicais: se você acha que em Aracaju não tem nada de diferente para fazer, que tal alugar um equipamento e praticar kitesurf? O esporte vem ganhando cada dia mais adeptos na cidade e já se tornou comum ver manobras radicais sobre as ondas da Praia de Atalaia. Se tiver interesse, procure uma empresa especializada; tem sempre alguém pela praia. A Aracaju Kitesurf é uma escola de Kite: para quem não pratica o esporte, é uma excelente opção de iniciar. Clique aqui e confira o site dessa galera.

Passeio de bicicleta pela orla: estando em Aracaju, você vai encontrar em diversos pontos da cidade a Caju Bike: bicicletas que estão disponíveis para serem utilizadas por tempo determinado e que são a melhor opção para quem quer percorrer toda a orla com rapidez e ainda sentir a brisa bater no rosto. Por isso, recomendamos este passeio no bairro da Atalaia; apesar de que você pode percorrer com elas boa parte da cidade. O acesso às bicicletas é muito fácil: baixe o aplicativo em seu smartfone (ou faça uma ligação telefônica para o número indicado no totem) e libere uma bike por até 24h ao custo de apenas R$ 5,00. Parte do bairro de Atalaia possui ciclovia, mesmo fora da Orla; isso garante também sua segurança durante o passeio.

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Caju bike proporciona um passeio para explorar o bairro (Foto: Miss Check-in)

Jazz na calçada: o bairro de Atalaia possui alguns bares com música ao vivo e isso é muito comum todos os dias da semana, principalmente na Orla. Mas para quem gosta de um som alternativo, o Jazz na Calçada é um encontro de músicos sergipanos que se utilizam do estilo para fazer música em plena rua. O evento não tem período definido para acontecer pois é realizado de forma independente mas há uma divulgação sempre que o evento acontece. A proposta é fazer o som para que qualquer um possa ouvir e participar. Informe-se com o pessoal da cidade ou pela internet quando será o próximo evento. Quem sabe não é justamente no dia em que você estará em Aracaju?

Museu do Mangue: situado numa parte do bairro que foi recentemente urbanizada e que não é muito conhecida, o Museu do Mangue está localizado numa área de preservação ambiental, conhecida como maré do Apicum, que possui uma bela vista para o Rio Sergipe. Na realidade, ele não é apenas um prédio, mas um complexo que inclui um espaço para exposição de peças, áreas de lazer para a comunidade, um piér, centro de informações, entre outros. Atualmente, a área encontra-se interditado para a implantação de melhorias pela prefeitura de Aracaju. Mas, quando estiver aqui, procure saber se já está funcionando. vale a pena a visita.

– Só isso? Já acabou?

De fato, não acabou. Este post pode ser atualizado a qualquer momento. Nossa intenção é mostrar opções fora dos roteiros turísticos tradicionais para que você conheça a cidade de modo regional, tal como – ou até mais do que – muitos aracajuanos e aqueles que vivem por aqui.

Então, se aparecer uma nova opção de local ou atividade que possamos incluir nesta lista, ela será atualizada. Ah, e você também pode contribuir. É só enviar sua sugestão através dos nossos comentários. Queremos interagir com você para fazer deste blog um espaço democrático e ainda mais interessante para você!

Até a próxima!

Obs.: As informações da parte histórica do texto tem como referência o artigo Memorial da Atalaia, no site www.primeiramao.blog.br

Fotos: site Infonet e blog Miss Check-in

Pra ficar com vontade: roteiro de 3 dias para conhecer Aracaju!

Mais uma semana, mais um roteiro!

E este é um daqueles que deixa a gente com “água na boca”; afinal, 3 dias é só pra conhecer o básico, né?! Nossa sugestão é que o roteiro nestes três dias se concentre em Aracaju, mas nós sabemos que é muito difícil vir até aqui e não passar um dia em Xingó, ou mesmo conhecer a Serra de Itabaiana e o Parque dos Falcões. É como sempre deixamos claro: você pode aproveitar todos estes roteiros sugeridos e fazer um novo: o seu roteiro particular. Nossa intenção é dar as dicas e fazer você descobrir coisas e lugares que talvez não conheça ou organizar melhor seu tempo para otimizar a viagem e aproveitar para ver muito mais. Então, vamos para nosso penúltimo roteiro? Seja durante a semana ou num fim de semana prolongado, estas dicas vão te deixar com ainda mais vontade de vir conhecer Aracaju! Vamos lá!

A Orlinha do Bairro Industrial serve como mirante para o Rio Sergipe e a ponte Aracaju/Barra

A Orlinha do Bairro Industrial serve como mirante para o Rio Sergipe e a ponte Aracaju/Barra

1º dia: Pelas ruas de Aracaju – os hóspedes do Celi Hotel e grande parte dos turistas que vem à Aracaju ficam hospedados na Orla de Atalaia. Este é nosso ponto turístico mais conhecido e onde estão situadas as principais hospedagens da cidade. E, como é comum muitos turistas virem à Aracaju em finais de semana com feriados prolongados, nosso roteiro de hoje vem com esta proposta: um fim de semana tranquilo em Aracaju. Então, vamos começar de forma bem tranquila visitando o Parque José Rollemberg Leite, mais conhecido como Parque da Cidade. Situado na zona norte da cidade, o parque abriga um mini zoológico com um lago e um teleférico que é a grande atração do local. No passeio, contemple a bela vista aérea do parque e de todo o seu entorno. Já com os pés no chão, visite  as espécies animais presentes no local, faça uma caminhada para desvendar todas as áreas do parque ou mesmo um pique-nique com a família. Como o parque funciona diariamente, esta é uma boa opção para qualquer dia. Saindo de lá, não deixe de dar uma passadinha na Colina do Santo Antônio e conhecer a igrejinha que fica no alto da colina. O mirante permite que se tenha uma bela visão de toda a zona norte da cidade. Depois disso, que tal ir almoçar pelo centro histórico? Já falamos do marcado Thales Ferraz, que possui restaurantes com opções de comida caseira e regional. Mas, se preferir um lugar diferente e bem pertinho do mercado mas longe de muito tumulto, a Orlinha do Bairro Industrial é uma boa opção. O calçadão foi construído e urbanizado em conjunto com a ponte Construtor João Alves, também conhecida como Ponte Aracaju/Barra, que liga a capital ao município de Barra dos Coqueiros. Com isto, a região ganhou maior valorização e um atrativo turístico, além da melhoria na infraestrutura dos restaurantes, que já atraíam os locais e agora também recebe turistas. Além da tranquilidade do lugar, a vista do rio com certeza vai ser um diferencial para a sua refeição ser ainda melhor. O local também é muito agradável para uma caminhada e fica há alguns metros do Mercado Thales Ferraz. Então, se preferir almoçar pela Orlinha, você pode seguir depois em direção ao mercado e conhecer as opções de lembrancinhas, peças de artesanato, esculturas em cerâmica e muito mais! Ouvir um chorinho ou uma roda de samba pelos corredores é sempre muito possível. Se quiser experimentar um pouco da gastronomia popular, visite o Espaço do Beiju, dentro do próprio mercado. Lá você vai comprar a iguaria ou degustá-la das mais variadas formas e produtos que são tradicionais em todo o estado. Visitar o mercado normalmente faz o turista perder a noção do tempo, mas lembre-se que você tem apenas 3 dias para explorar a cidade. Então, se apresse e conheça o Espaço Zé Peixe e o Centro Cultural de Aracaju, que ficam bem próximos do mercado. Mas lembre-se de confirmar os horários de funcionamento. O Centro Cultural, por exemplo, não abre aos finais de semana; além disso, alguns destes espaços podem fechar em dias de feriados nacionais. Fique atento! Cansou? São muitas opções para um único dia, mas vale a pena tentar cumprir todo o roteiro. À noite, você descansa para recobrar as forças para o dia seguinte! Para os hóspedes do Celi Hotel, um relax à beira da piscina cai bem! 😉

O entardecer na Orla Por do Sol ao som da sanfone de Valtinho do Acordeon é imperdível

O entardecer na Orla Por do Sol ao som da sanfone de Valtinho do Acordeon é imperdível

2º dia: Aracaju à beira mar – que tal começar o segundo dia na praia? Passeando pela Orla de Atalaia, você vai encontrar diversas opções de lazer para todas as idades: o Centro de Arte e Cultura J. Inácio, o Oceanário de Aracaju, a Feira do Turista, os lagos, o Maravilhoso Mundo da Criança, as quadras de esportes (tênis, vôlei, basquete…), pista de skate, kartódromo… tudo isso e muito mais ao longo dos 6Km bem urbanizados que beiram o mar da Praia de Atalaia. Se quiser fazer compras ou conhecer todos estes locais, talvez você tenha que deixar um dia inteirinho só para isso. Mas, otimizando seu tempo, dá pra conhecer estes lugares em um turno, pela manhã e durante à tarde, depois de almoçar no Celi Hotel, seguir em direção à Orla Pôr do Sol para um passeio de barco para a Crôa do Goré e a Ilha dos Namorados. Este sim é um passeio para ser feito aos sábados, afinal, este é o dia em que a Orla do rio Vaza-Barris fica mais movimentada e quando o por do sol recebe trilha sonora: um sanfoneiro toca ao entardecer enquanto você pode degustar a beleza do sol sumindo por detrás dos coqueiros à outra margem do rio. Se descrever a cena já é bonito, ver in loco é imperdível! Uma feirinha é montada no local e atrações regionais fazem a festa de quem vê a noite adentrar mas não se deixa abater pelo cansaço do dia. Então, este programa é obrigatório, qualquer que seja o seu roteiro. Se quiser saber mais sobre o passeio à Crôa e a Ilha dos Namorados, confira o nosso roteiro de 10 dias e veja 2º dia: Aracaju para relaxar

O memorial Jenner Augusto fica dentro do restaurante Cacique Chá, na praça Olímpio Campos

O memorial Jenner Augusto fica dentro do restaurante Cacique Chá, na praça Olímpio Campos

3º dia: vivendo Aracaju – só mais um dia para deixar a cidade e você ainda tem tanta coisa pra ver. É comum o pessoal voltar pra algum lugar que foi e gostou, ou que estava fechado e não foi possível visitar. Independente disso, aproveite para conhecer mais alguns locais que fazem parte da cidade para sentir-se um verdadeiro aracajuano. Pela manhã, uma caminhada pelo Parque Augusto Franco, também conhecido como Parque da Sementeira, vai te encher de energia para aproveitar o dia. Se estiver em família, as crianças vão gostar de visitar o Parque Governador Antônio Carlos Valadores, chamado de Parque dos Cajueiros: brinquedos lúdicos, quadras esportivas, ciclovia e muito mais, à margem do rio Poxim, com um deck que é comumente utilizado para pescarias. Próximo ao parque, no bairro Farolândia, o antigo farol de Aracaju é uma bela atração que foi recentemente restaurado. Não falamos dele em nenhum dos roteiros anteriores mas já fizemos uma postagem exclusiva sobre este farol. É só clicar aqui para conferir. Depois disso, que tal voltar para o centro da cidade e conhecer o que não deu tempo para ver no primeiro dia? Descendo pela beira mar, você passa pelo calçadão da 13 de Julho: um local muito frequentado pelos esportistas amadores que utilizam-se do belo espaço urbanizado para fazer caminhadas, corridas, atividades aeróbicas ou mesmo conferir algum dos eventos que costumam ser feitos no local. Um mirante no início do calçadão permite oferece uma visa de 360° do entorno do local: de um lado o rio com o mar e do outro toda a cidade. Indo para o centro histórico você ainda vai conhecer lugares muito interessantes. O Museu Palácio Olímpio Campos na Praça Fausto Cardoso possui um acervo belíssimo e centenário da história de Sergipe. A Ponte do Imperador, um atracadouro que fica em frente à praça te proporciona belas fotos tal como se estivesse dentro do rio.

O vocabulário autêntico do povo sergipano também é pauta no Museu da gente

O vocabulário autêntico do povo sergipano também é pauta no Museu da gente

Mais à frente o Museu da Gente Sergipana é parada obrigatória para quem deseja conhecer a rica cultura do nosso estado de forma moderna e interativa. O museu, que já ganhou alguns prêmios em seus quatro anos de existência, é o xodó dos sergipanos e dos turistas que se encantam com o local. Caso esteja próximo do horário do almoço e você queira fazer a refeição antes de começar o passeio, o restaurante Cacique Chá fica na praça Olímpio Campos, onde você também pode visitar a catedral metropolitana e uma feirinha de artesanatos, e é um antigo restaurante que foi recentemente reformado e atualmente é mantido pelo SENAC. Lá, além da refeição, você vai visualizar uma das obras de arte mais famosas do artista plástico baiano, naturalizado sergipano, Jenner Augusto: um painel pintado diretamente na parede do restaurante que retrata cenas indígenas, baseada na bravura dos índios brasileiros. O local, após a reforma, também possui um espaço dedicado ao artista plástico Jenner Augusto: o memorial que leva o nome do artista tem itens do acervo pessoal, fotos, livros, entre outros diversos. Daí, você pode seguir para a Praça Fausto Cardoso e para o Museu-Palácio Olímpio Campos, que fica logo à frente. Além do museu, que era o antigo palácio do governo do estado, coretos, estátuas e um paisagismo que inclui palmeiras centenárias dão um aspecto retrô ao local. À frente da praça, não deixe de fazer uma foto da Ponte do Imperador, e siga para o Museu da Gente Sergipana. Primeiro centro interativo do nordeste, este museu apresenta a diversidade do estado em sua fauna e flora, cultura, artesanato, arquitetura e até no vocabulário. Você vai descobrir o que é brefaia, puba e atufaiar! Um passeio divertido, cultural e que vai fazer você conhecer mais todo o estado e sentir-se em casa!

Faça sua reserva no Celi Hotel com tarifas promocionais apenas pela web

Faça sua reserva no Celi Hotel com tarifas promocionais apenas pela web

Depois de tudo isso em tão pouco tempo, só resta arrumar as bagagens para voltar pra casa e torcer para que o próximo feriadão chegue logo para voltar à Aracaju e conhecer outros lugares, além das cidades do interior de Sergipe e das praias que já comentamos aqui. Existem muitas outras que não entraram em nenhum desses roteiros, mas muita coisa você vai descobrir quando chegar a um determinado lugar, porque ele te leva a outro, e a outro depois dele… e assim você vai ter a certeza de que, por mais que a gente defina um roteiro, isto é só uma parte de tudo o que você vai descobrir por aqui. Depois de vir a primeira vez, voltar não é apenas uma opção: é um desejo! Então, para aproveitar o primeiro feriadão deste segundo semestre, clique aqui e confira as tarifas para passar o 7 de setembro no Celi Hotel Aracaju. O período ideal para vir a Aracaju e fazer este roteiro. Próxima semana, vamos postar nosso último roteiro: um dia em Aracaju, para aqueles que vem à trabalho e tem um dia de folga, ou vão pernoitar na cidade, ou estão de passagem indo visitar alguém em outro lugar e resolveu parar aqui para saber porque falam tanto da cidade. Tem muita gente por aqui que conheceu a cidade assim. Veio uma vez e não quis mais sair. Você pode ser o próximo! 😀

Até breve!

Fotos: Infonet, A8, Sergipe Trade Tour e acervo pessoal

Descubra Sergipe: roteiro de 10 dias ou mais para conhecer as belezas do nosso estado

Olá pessoal!

Como prometido, começamos hoje a série com roteiros para você aproveitar ao máximo sua viagem para Sergipe. A nossa intenção não é montar um roteiro fixo para ser seguido. Tudo o que você pretende fazer vai depender do período que estará por aqui, dos horários de funcionamento de alguns locais, do meio de transporte que será utilizado, e, principalmente, da sua disposição para otimizar seu tempo e fazer tudo o que estamos sugerindo. Este é o maior roteiro de todos que montamos; então, lembre-se que mesmo que você passe mais de 10 dias aqui em Sergipe, pode querer repetir algum passeio ou, caso não seja sua primeira vinda, visitar lugares menos turísticos, que não estão neste roteiro, e se tornar um pouco mais “sergipano”.

Então, vamos começar?

Museu da Gente Sergipana é o primeiro centro multimídia do nordeste

Museu da Gente Sergipana é o primeiro centro multimídia do nordeste

1º Dia: Aracaju turística – como este é um roteiro longo, damos a oportunidade de dividir o passeio em Aracaju em mais de um dia. Então, neste primeiro dia na capital sergipana, acorde cedo e, depois de um café da manhã reforçado no Celi Hotel, aproveite para visitar o centro histórico. Conheça a catedral metropolitana, na praça Olímpio Campos, e a feirinha de artesanato. Uma outra opção para quem gosta dos trabalhos manuais é visitar o prédio ao lado que abriga a Rua do Turista / Centro de Turismo: uma estrutura de mais de 100 anos criada para ser um colégio mas que, atualmente, abriga dezenas de trabalhos de artesanatos tradicionais produzidos no estado. Saindo de lá, na Praça Fausto Cardoso (que fica em frente à Praça Olímpio Campos), você vai ver uma alameda com palmeiras do tempo do império e, mais à frente, a “Ponte do Imperador”, um atracadouro que avança pelo Rio Sergipe, que foi construído na época em que D. Pedro veio visitar a antiga colônia. Na praça, um ponto de parada obrigatório é o Museu-Palácio Olímpio Campos: um lugar para conhecer e se encontrar com o passado do nosso estado. Procure informações sobre a visita guiada para aproveitar mais o local. Seguindo pela Av. Ivo do Prado, poucos metros de distância dali, você vai encontrar o Museu da Gente Sergipana. A interatividade é a grande marca deste espaço que fala sobre as belezas do estado e a cultura do nosso povo. Não deixe de visitar! Se, a esta altura, você já estiver com fome, você pode ficar e almoçar no próprio Café do Museu ou ir em direção ao mercado central e comer num dos restaurantes locais com vista para o rio. Independente da sua opção, após o almoço, vale a pena passear tranquilamente pelo mercado de artesanato e comprar algumas das lembrancinhas que vão encantar os parentes e amigos no seu retorno à casa. Feitas as comprinhas, volte margeando o rio e você vai encontrar dois dos mais novos espaços de cultura da cidade: o Espaço Zé Peixe e o Centro Cultural de Aracaju. Aí, fica a sua escolha em qual deles você vai primeiro, mas, se nos permite uma sugestão: visite a Casa de Cultura e conheça as exposições permanentes e diversas informações sobre a cidade.

A igreja de Santo Antônio fica no alto da colina e tem um mirante com belíssima vista da cidade

A igreja de Santo Antônio fica no alto da colina e tem um mirante com belíssima vista da cidade

Depois, vá ao Espaço Zé Peixe e conheça mais sobre este homem que se tornou um mito na cidade (já falamos sobre ele aqui), e aproveite para fazer um lanchinho no local, afinal, não dá pra desperdiçar a vista do rio, não é? Apesar de ser um roteiro extenso para um dia, você consegue, de uma única vez, visitar os principais museus da cidade e conhecer os pontos turísticos do centro da cidade. E o melhor é que tudo pode ser feito à pé! A caminhada mais extensa, do Museu da gente Sergipana até o Mercado Thales Ferraz dura em torno de 15 min, caminhando tranquilamente e apreciando a brisa do rio. Se estiver de carro, ao final do dia, ainda sugerimos uma visitinha à colina do Santo Antônio: o bairro onde a cidade foi fundada tem uma bela igrejinha cuja praça se tornou um mirante, onde se avista grande parte da Aracaju antiga e da Barra dos Coqueiros, bem como a ponto que liga os dois municípios. A vista vai te impressionar! Com certeza, depois desse dia intenso, uma boa ducha e uma cama quentinha no Celi Hotel serão a melhor pedida da noite!

A crôa do goré é um banco de areia em meio à imensidão do encontro dos rios

A crôa do goré é um banco de areia em meio à imensidão do encontro dos rios

2º Dia: Aracaju para relaxar – caso você tenha realizado o roteiro do primeiro dia tal como o descrevemos, pode se acordar cansado e pensando em tirar o dia de folga para conhecer a praia. Então, nossa sugestão é que você aproveite para acordar mais tarde, tome o seu café com calma, aproveite o som ao vivo que só o Celi Hotel te oferece, e, se estiver um belo dia de sol, aproveitar a piscina ou ir à praia. Mas, a grande atração do dia será um passeio à Crôa do Goré: um banco de areia que se forma no meio do rio Vaza-Baris.

É da Orla Por do Sol que saem os passeios para a crôa e é de lá o melhor fim de tarde da cidade

É da Orla Por do Sol que saem os passeios para a crôa e é de lá o melhor fim de tarde da cidade

O passeio pode ser feito pela manhã ou à tarde. Aqui, sugerimos que você faça à tarde, para aproveitar o fim de tarde num dos pontos turísticos mais bonitos da cidade: a Orla Por do Sol, de onde saem e para onde voltam o catamarã que leva até a crôa. Aos sábados, às 17h, um sanfoneiro faz a trilha sonora para o entardecer, e uma feirinha de artesanato e comidas típicas é a opção do local para você degustar alguns sabores regionais.

3º dia: aventura na serra – tá bem descansado, não é? Então, que tal um dia de aventura? A Serra de Itabaiana é parque ecológico que abrange quatro municípios, além deste que dá nome ao local. Apesar de ser aberto ao público em geral, o ideal é que você possa agendar sua ida junto a uma empresa que possua instrutores treinados e capazes de te auxiliar durante a subida.

Fazer uma trilha pela serra de Itabaiana é entrar em contato com a natureza

Fazer uma trilha pela serra de Itabaiana é entrar em contato com a natureza

O lugar possui dezenas de córregos e cachoeiras, além do famoso Poço das Moças, um escavação rochosa onde desemboca um dos braços de córregos e que faz a alegria daqueles que banham-se no local.Para quem gosta de trilha, a serra é uma ótima opção e reserva uma linda vista para aqueles que concluem o passeio até o ponto mais alto do parque. Lá próximo existe ainda o Parque dos Falcões: um local que transformou-se num instituto de proteção a estes animais, graças à dedicação do seu fundador (que ainda hoje reside no local). Este promete ser um roteiro muito divertido e cheio de emoção! Depois disso, só mesmo voltar para o Celi Hotel e jantar no restaurante Maramar para recompor as energias perdidas ao longo do dia.

O passeio à Xingó é, sem dúvida, o mais procurado do estado: algo único em todo o país

O passeio à Xingó é, sem dúvida, o mais procurado do estado: algo único em todo o país

4º dia: navegando entre as rochas – esse é um dos roteiros mais buscados pelos turistas que vem à Sergipe. O cânion de Xingó fica a pouco mais de 200 Km de Aracaju e por este motivo é um passeio para um dia inteiro, contando o tempo de ida/volta até o município de Canindé, onde se encontram as formações rochosas. Quinto maior cânion navegável do mundo, esta é uma parada obrigatória para quem quer descobrir um lugar como não há outro no país. Para chegar até o local, as melhores opções são: ir de carro ou comprar o pacote completo em uma agência de receptivo, que inclui o transfer, o passeio de catamarã e almoço num dos restaurantes locais. Durante o dia, você vai se deslumbrar com as formações rochosas e as águas claras do Rio São Francisco em sua forma mais bela. Um dos momentos mais esperados é a parada para o banho no meio do “Velho Chico” e um passeio num pequeno barco que te levará para dentro das formações rochosas. Se você for de carro e tiver um dia a mais, experimente ficar hospedado em Canindé e, no dia seguinte, fazer uma trilha pela Rota do Sertão até a grota de Angico, onde foi enterrado o cangaceiro mais famoso do nordeste: Virgulino Ferreira, o Lampião. A Sílvia, do blog Matraqueando, fez um relatório muito bacana sobre sua experiência, confira clicando aqui. Ah, e caso você tenha apenas um dia mesmo, tenha certeza que, conhecer o Cânion de Xingó vai te garantir o momento mais deslumbrante da viagem e fôlego novo para os próximos dias.

A Praça São Francisco, em São Cristóvão, foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade

A Praça São Francisco, em São Cristóvão, foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade

5º dia: visita ao Patrimônio da Humanidade – em 2010, o complexo que compõe a Praça São Francisco, na cidade de São Cristóvão, recebeu o título de Patrimônio da Humanidade. A antiga capital sergipana é a quarta cidade mais antiga do país e possui um belíssimo acervo arquitetônico e cultural que vale a pena ser visitado. Há pouco mais de 20 Km de Aracaju, é fácil chegar até lá: de carro, a estrada está sinalizada e tem placas indicativas; de ônibus, você tem a opção de ir pelos intermunicipais ou pelos micro-ônibus de cooperativa de transporte (seja qual for sua opção, a passagem tem um valor bem baratinho!). Seja qual for sua opção, nossa sugestão é que você explore bastante a região andando à pé pelas ruas, conhecendo as pessoas e visitando as igrejas. Em frente à Praça São Francisco, o Museu de Arte Sacra e o Museu Histórico de Sergipe são paradas obrigatórias. Este último foi o primeiro museu da cidade e possui um acervo que reúne peças raras do período imperial no estado. Já o Museu de Arte Sacra é o mais importantes do país: possui aproximadamente 500 peças catalogadas e já teve seu acervo retratado em livro, preciosidades e grande relíquia na história da cultura sergipana. Existe ainda o chamado “Museu dos ex-votos” que reúne peças deixadas por devotos de N. Sr. do Passos, que é o santo mais celebrado no município. Uma enorme festa celebrada sempre no segundo final de semana após a quarta-feira de cinzas, possui mais de 200 anos e atrai milhares de pessoas de todos os lugares do estado. Se você vier à Sergipe neste período, vale a pena conhecer! Além dos museus, São Cristóvão possui ainda diversas igrejas, com arquitetura e histórias peculiares. Mas, lembre-se de checar os valores para entrada (que não costumam ser altos) e os horários de funcionamento: os museus não abrem às segundas! Então, é melhor fazer esse roteiro num outro dia da semana. Ah, se for de carro, além de andar pelas ruas da cidade histórica, você poderá visitar a estátua do Cristo que fica alguns quilômetros próximo à entrada da cidade. Tudo bem, ele não fica sobre a baía de Guanabara e nem é tão alto como o carioca, mas sua inauguração data de 1926, que foi quando se iniciou a construção do Cristo do Rio de Janeiro. O acesso ao local é gratuito e o fim de tarde visto de lá costuma ser muito bonito.

O passeio de bugre pelas dunas de Mangue Seco é emocionante de qualquer jeito

O passeio de bugre pelas dunas de Mangue Seco é emocionante de qualquer jeito

6º dia: andando pelas dunas de Tieta – foi logo após a gravação da novela de Tieta, nos anos de 1990 que o pequeno povoado de Mangue Seco ficou nacionalmente conhecido. Apesar de habitar em terras baianas, sua travessia mais comum é feita partindo de Sergipe, mas precisamente de Porto do Cavalo, no município de Estância. Para chegar até o local, é comum ir de carro e fazer a travessia para Mangue Seco em uma pequena embarcação ou uma lancha. Se preferir, procure uma agência de turismo pois várias delas em Aracaju tem este roteiro entre suas opções. Lá em Mangue Seco, além de conhecer o vilarejo, faça um passeio de bugre pelas dunas e escolha se prefere “com emoção” ou “sem emoção”, caso você seja cardíaco! 😀 Aproveite para caminhar e explorar a região, mas cuidado com as encostas, pois alguns locais ficam intransitáveis quando a maré enche. Se não quiser arriscar, é só ficar na praia, à beira mar. A estrutura local é simples e não costuma ter muita gente. Um roteiro realmente paradisíaco!

A Igreja do Bomfim em Laranjeiras fica no alto de uma colina de onde se avista quase toda a cidade

A Igreja do Bomfim em Laranjeiras fica no alto de uma colina de onde se avista quase toda a cidade

7º dia: a beleza de Laranjeiras – a pequena cidade de Laranjeiras é uma das mais antigas do estado e já foi grande pólo econômico de Sergipe no século XIX. Localizada há pouco mais de 20 Km de Aracaju, tal como São Cristóvão, você pode chegar até lá de carro ou pegar um ônibus na rodoviária nova (que fica próximo à saída de Aracaju) ou na velha (que fica no centro da cidade), o que vai mudar é o tipo de ônibus; mas, como já falamos, a passagem é bem baratinha! Chegando lá, procure o centro de informações turísticas e um guia para te acompanhar e mostrar o que a cidade tem de mais bonito. Tal como em São Cristóvão, muitos dos principais centros de turismo fecham às segundas; mas, caso visite a cidade num sábado, vai vivenciar a experiência de um dia de feira: a cidade fica muito mais cheia e colorida. É um diferencial! Mas, voltando as pontos turísticos,

O Lambe-sujo é uma das representações folclóricas mais conhecidas e apreciadas da cidade

O Lambe-sujo é uma das representações folclóricas mais conhecidas e apreciadas da cidade

além das igrejas com sua beleza arquitetônica e suas histórias, tem o museu afro-brasileiro, a casa do folclore, o museu de arte-sacra…Com um guia local será muito mais fácil passear pela cidade e ir até a igreja do Bom Jesus dos Navegantes, que fica no alto de uma colina, de onde é possível visualizar toda a cidade. Uma dica para quem vem à cidade em Outubro é verificar a data em que se realiza a festa de um dos folclores mais tradicionais da cidade “lambe-sujos X caboclinhos”: uma encenação em praça pública que recria o combate entre negros e índios na época dos engenhos. A participação popular faz o espetáculo ser ainda mais bonito.

Pirambu começou a despertar o interesse dos turistas após a chegada do Projeto Tamar, mas as dunas e a beleza da praia encantam ainda mais

Pirambu começou a despertar o interesse dos turistas após a chegada do Projeto Tamar, mas as dunas e a beleza da praia encantam ainda mais

8º dia: Pirambu e as tartarugas – o município de Pirambu, à 60 Km de Aracaju, começou a ser mais conhecido após a instalação da primeira base do projeto Tamar no Brasil. O projeto desenvolvido pela Petrobrás tem como foco a preservação das tartarugas marinhas. A base do projeto no município sergipano dá a possibilidade de conhecer mais sobre os animais e interagir com algumas espécies que são cuidadas no local. É comum a realização de eventos quando as pequenas tartarugas marinhas, chocadas com o auxílio dos pesquisadores do projeto, são devolvidas ao mar. A participação dos locais no desenvolvimento do Tamar é fundamental e faz com que todos contribuam na preservação da espécie marinha. Além do projeto Tamar, visitar Lagoa Redonda é parada obrigatória em Pirambu. O povoado possui um belíssimo litoral e paisagens que mesclam vegetações de variados tipos: dunas, riachos e uma praia de águas calmas e quentes descreve um verdadeiro paraíso desconhecido, até mesmo por grande parte dos sergipanos. Você pode ir até o município de carro ou de micro-ônibus, ou ainda entrar em contato com alguma agência de turismo para fazer o transfer até lá. Esta pode ser uma boa opção para quem quer ficar o dia todo na praia, tranquilamente, sem se preocupar com a volta.

O antigo farol do Povoado Cabeço está sendo submerso pela água do encontro do Rio São Francisco com o oceano

O antigo farol do Povoado Cabeço está sendo submerso pela água do encontro do Rio São Francisco com o oceano

9º dia: visitando a foz do São Francisco – Brejo Grande é o nome do município onde se pode ver a foz do Rio São Francisco e seu desembocar no oceano. Para chegar até lá, o trajeto de carro leva em torno de 2h, mas existem várias agências que fazem o transfer e já com o passeio de catamarã, que é a parte mais bonita do trajeto. O local ficou bem conhecido após a filmagem da película “Deus é brasileiro”, mas existem várias belezas na região, além do passeio até a foz; uma delas é o farol do povoado cabeço. O local era habitado por ribeirinhos que viviam da pesca, mas, com o passar do tempo, as águas do São Francisco tomaram conta do local e, hoje, o farol que era responsável por guiar os barcos que passavam pela região, está imerso nas águas e pode ser visto em meio à imensidão do encontro das águas. Uma imagem clássica do local! Aproveite o passeio para conhecer o artesanato de palha de ouricuri que é feito pelas mulheres da região, e levar uma lembrancinha de Sergipe para sua casa.

O Maravilhoso Mundo da Criança é um parque em plena Orla de Atalaia

O Maravilhoso Mundo da Criança é um parque em plena Orla de Atalaia

10º dia: de volta a Aracaju – este é um roteiro que pode ser feito em qualquer um dos outros dias, mas deixamos para o último dia, a fim de que você possa relaxar e voltar mais descansado em seu retorno pra casa. No primeiro roteiro em Aracaju, foi sugerida apenas a visitação dos locais no centro histórico, mas tem muitos outros espaços que valem a pena ser visitados na cidade. Os hóspedes do Celi Hotel tem uma vantagem: já estão na Orla de Atalaia, então, estão hospedados ao lado do ponto turístico mais famoso de Aracaju. A Orla reúne um arsenal de espaços de lazer e entretenimento para pessoas de todas as idades: o Maravilhoso Mundo da Criança para os pequenos, os lagos com pedalinhos para os maiores, o Oceanário para gente de todas as idades, quadras poliesportivas para os esportistas, centro de cultura e artesanato para comprar as famosas “lembrancinhas”, estátuas de grandes ilustres sergipanos para os que gostam de selfies…

Parque dos Cajueiros encanta pelas opções e pela vista do Rio Sergipe

Parque dos Cajueiros encanta pelas opções e pela vista do Rio Poxim

Enfim, são diversas opções que garantem momento de relaxamento e diversão; e alguns lugares excelentes para fazer belas fotos. Para quem estar de carro, dar uma volta pela cidade vai mostrar ainda mais da história e da vida do aracajuano. O antigo farol, localizado no bairro Farolândia, é um destes espaços. Reformado há alguns anos, possui um entorno com um cinturão verde que garante mais charme ao local. Mas, se você quer mesmo um lugar verde para aproveitar o dia, o Parque dos Cajueiros fica à margem do rio Poxim e possui um espaço excelente para garantir a diversão das crianças; o Parque da Cidade, fica na zona norte e tem como atrações principais um pequeno zoológico e o teleférico, que proporciona um excelente passeio e uma belíssima vista da cidade; já o Parque Augusto Franco, mais conhecido como Parque da Sementeira, é ideal para um passeio de bicicleta ou um para um pique-nique. Próximo a este parque, o calçadão da 13 de Julho é palco das caminhadas diárias de muitos aracajuanos que buscam manter uma atividade esportiva diariamente. No local, é possível encontrar um mirante que te garante uma bela vista do Rio Sergipe e do entorno da região. Apesar de serem em lugares bem distintos, todos este pontos podem ser facilmente visitados. Existe transporte público municipal para se chegar a todos eles e, de carro, são poucos minutos necessários para sair de um lugar para o outro. Se preferir tirar o dia de folga e ficar num lugar só, vai ter que tirar na sorte!

Visite p Centro de Informações ao turista na Orla de Atalaia e saiba mais sobre lugares e passeios

Visite o Centro de Informações ao turista na Orla de Atalaia e saiba mais sobre lugares e passeios

É isso, pessoal!

Como puderam ver, são sugestões de roteiros, opções de lugares para visitar e conhecer. Eles foram feitos com base nos horários de funcionamento dos locais sugeridos para visitação e dos passeios sugeridos. Não precisam ser seguidos, mas, se forem e dependendo do dia da semana, lembre-se sempre de consultar os horários e valores para acesso a alguns deles. Espaços como o Museu da Gente Sergipana, por exemplo, abre diariamente e é gratuito; enquanto o Museu de Arte Sacra de São Cristóvão não abre às segundas e paga uma taxa. Não informamos os valores pois eles podem mudar sem que sejamos informados. Além disso, caso você passe mais tempo por aqui, lembre-se que tem muitos outros lugares que indicamos conhecer e que vamos colocar em outras postagens futuramente. Em breve, um novo roteiro mais curtinho mas cheio de novidades também! Até lá!

Fotos: Infonet, Turismo Sergipe, Sergipe TradeTour, Centro de Convenções de Sergipe, Agência Sergipe de Notícias e acervo pessoal

Em ritmo de festa!

São João passou deixando um rastro de muita alegria em todos os cantos de Sergipe. A noite de 24/06 teve muita festa e animação, além da chuva que caiu sobre Aracaju, mas que não apagou as fogueiras nem abrandou a felicidade do povo na comemoração de um dos seus grandes santos. E não acabou! São João já passou, mas São Pedro vem aí! O último dos santos juninos será comemorado na próxima segunda-feira, dia 29/06; mas, tal como São João, a festa já começa na véspera! Pra ser mais preciso, durante o mês de Junho, aqui a festa é uma só: de Santo Antônio à São Pedro, todos os dias são de muita animação por todo canto de Sergipe! Seja dentro de casa, em família, ou em praça pública, nos shows e apresentações, muita música e dança embalam as noites frias e chuvosas em Sergipe.

As festividades em alusão à São Pedro encerram os festejos juninos em Sergipe

As festividades em alusão à São Pedro encerram os festejos juninos em Sergipe

O santo que encerra as comemorações juninas compartilha a data com São Paulo; mas é Pedro que tem o grande destaque e que dá nome às festas, principalmente em algumas cidades do interior onde a tradição de festejar o santo é ainda maior. Em Capela, a data é comemorada com muita folia e, este ano, vai se estender até o mês de Julho; quando acontece o evento que encerra as festividades: a “festa do mastro”. Muito além de uma tradição, que já dura décadas, o evento é uma alegoria cultural à alegria do período junino!

Mas não é só Capela que tem festa de São Pedro. Em Aracaju, a data costuma encerrar as festividades nos principais arraiás da cidade; e este ano encerra também o encontro de cultura que está sendo realizado no Arraiá do Povo e no Gonzagão (confira essa programação aqui). Em Nossa Senhora do Socorro, há poucos minutos de Aracaju, o Forró Siri é uma festa grande que reúne grande atrações nacionais; tal como em Areia Branca, que vai ter festa no domingo e na segunda, que é dia do santo. Enfim, clique aqui e confira a programação de quem mantém a tradição de fazer das comemorações à São Pedro uma grande festa!

Os grandes arraiás de Aracaju encerram suas programações ao final do mês

Os grandes arraiás de Aracaju encerram suas programações ao final do mês

Aqui no Celi Hotel, continuamos com toda a decoração junina e com a degustação de itens típicos da culinária local até o final do mês de Junho. Então, se apresse que ainda dá tempo de viver toda a alegria dos festejos no conforto do nosso hotel. Se você já está programando suas férias de Julho, não esqueça que o São João termina em Junho mas a beleza da tradição permanece durante todo o ano aqui em Sergipe. Venha desvendar as belezas e a cultura de nosso povo. E vamos manter a alegria do São João para São Pedro ser ainda melhor! Ainda tem festa no arraiá e você é nosso convidado! Chegue mais!

Fotos: Infonet

De encher os olhos e dar água na boca

Vamos continuar nossas postagens destacando as festividades juninas até o final do mês, quando São Pedro fechar o período de festa; afinal, temos muito para falar sobre esta expressão autenticamente nordestina. E o assunto de hoje é o mais saboroso possível, pois é neste período onde mais se consomem as comidas típicas do Nordeste. Um bom cardápio junino reúne diversas opções de pratos, em sua maioria, com base de milho, coco e tapioca. E nem precisa de garfo e faca! Conhecer um pouco dessas guloseimas é saber mais sobre o povo da região. Então, preste bem atenção nesta postagem: você vai ficar com água na boca!

A culinária junina tem como principal elemento o milho que é plantado no dia de São José

A culinária junina tem como principal elemento o milho que é plantado no dia de São José

Como dito acima, grande parte das comidas do período junino tem como base o milho. E a tradição sobre esta comida se inicia bem antes do dia de São João. Afinal, o milho costuma ser plantado no dia de São José, 19/03; pois, segundo a tradição, se chove neste dia, a colheita será boa durante o mês de Junho. Isso garante uma venda lucrativa para os produtores e uma mesa farta para todos: os que produzem e os que vão se deliciar com o produto da colheita!

E o milho é consumido de todo jeito: cozido, assado (até mesmo na brasa da fogueira), tem bolo de milho, bolo de fubá (que é a farinha do milho), pamonha, além de dois itens muito comuns por aqui mas que confundem os turistas com seus nome diferentes: a canjica, que muitos chamam de curau, e o mungunzá, que se parece com o que alguns conhecem por canjica! Achou confuso? É a regionalização que faz tudo ser diferente neste país continental. Mas, te damos uma dica: vem pra Aracaju experimentar essas delícias e você vai descobrir a diferença na prática. E não existe jeito melhor de reconhecer estas delícias que não seja pelo sabor de cada uma delas.

Ah, e quase esquecemos do pé-de-moleque: o que, para muito é um doce com amendoim, aqui é uma massa de

Arroz doce, canjica e mungunzá são alguns dos pratos mais consumidos pelos turistas

Arroz doce, canjica e mungunzá são alguns dos pratos mais consumidos pelos turistas

tapioca (também conhecida como “puba” e coco, assada na palha da bananeira. Afinal, não é só de milho que se vive no São João: o coco e a tapioca também são base de receitas muito tradicionais e que fazem o maior sucesso por aqui. O beiju, que atualmente se tornou bem conhecido em todo o país, ganha as mais diversas variações: o beijú-molhado, mistura a massa com o leite de coco, que dar um sabor doce à receita; já o sarolho, onde a tapioca se une ao coco ralado, com um sabor mais salgado e textura seca; enquanto o malcasado fica no meio do caminho: nem muito salgado e nem muito doce, nem tão molhado nem tão seco. É como a gente disse: só experimentando pra saber. E com tantas opções, vai ser difícil você escolher o mais gostoso!

Existem ainda outras comidinhas que são comuns no cardápio junino: o arroz-doce, a queijada, o bolo de macaxeira (ou mandioca, ou aimpim – a depender de onde você more, a raiz pode ter nomes diferentes, mas aqui é macaxeira, não esqueça!) e o de puba; além de aperitivos como o amendoim cozido e as castanhas, estes muito comuns no estado durante todo o ano. E que acompanham bem quentão e os licores, que são as bebidas mais consumidas em Sergipe durante o São João. Jenipapo, uva-passa e até a queridinha sergipana mangaba são algumas das frutas utilizadas como base destas bebidas que prometem esquentar a noite do pouco rigoroso inverno nordestino.

No Celi Hotel, os hóspedes vão se deliciar experimentando os pratos típicos da culinária junina com um cardápio especial

No Celi Hotel, os hóspedes vão se deliciar experimentando os pratos típicos da culinária junina com um cardápio especial

Ficou com água na boca? Então, saiba que no Celi Hotel, durante todo o mês de Junho, temos uma verdadeira degustação dessas delícias. Além de saborear algumas destas iguarias durante o café da manhã, nossos hóspedes terão um cardápio especial durante a semana do São João, com cinco pratos típicos diferentes por dia! Você vai se hospedar com conforto e qualidade, em frente à Orla de Atalaia, e ainda vai experimentar o melhor da culinária mais tradicional do estado sem precisar sair do hotel. Dessa vez, a gente caprichou para oferecer o melhor do período junino aos nossos hóspedes.

E não pense que acabou! São João está chegando e na próxima semana o Celi Hotel vai fazer uma surpresa junina para seus hóspedes! Essa festa tem mesmo muito sobre o que falar ou “dá pano pra manga”, como dizem por aqui. Continue conectado com o Celi Hotel Aracaju através do nosso blog ou nas redes sociais. Acesse nosso facebook e o instagram para conferir todas as novidades do hotel e acompanhar de perto a surpresa que estamos preparando. Deixe seu comentário com sugestões e comente sobre o que deseja saber ou ver por aqui. Estamos prontos para te receber e informar sobre o que Sergipe tem de melhor para oferecer; e nossa culinária, sem dúvidas, é uma das boas surpresas que você encontra por aqui! Em breve, tem mais sobre São João. Anavantou!

São João à beira mar

Olá pessoal!

Agora é mais que oficial: o São João já chegou e se instalou em definitivo na cidade. Você que está vindo para o nordeste pensa logo em: sol, praia e muita diversão, não é mesmo?! Durante o mês de Junho, a diversão é ainda maior graças aos festejos juninos! E, melhor ainda, se a diversão for à beira mar! Afinal, a Orla de Atalaia se enche de cores, enfeitada para receber turistas e locais.

O antigo ônibus chamado de "marinete do forró" percorre pontos turísticos da cidade no ritmo do São João

O antigo ônibus chamado de “marinete do forró” percorre pontos turísticos da cidade no ritmo do São João

Um dos ícones do período, aquele que você não pode deixar de conhecer, é a chamada “marinete do forró”: um ônibus no estilo das antigas jardineiras do século XX, com decoração tematizada e com um trio pé-de-serra tocando sem parar, circula pelas ruas da cidade levando os passageiros para os principais pontos turísticos de Aracaju, da forma mais animada e autêntica possível! A Marinete acomoda até 45 pessoas, então, é bom ficar de olho nos horários em que ela circula por aí: de quarta a sexta, a partir das 14h30, e aos sábados, a partir das 15h30, finalizando o percurso na Orla Por-do-sol, onde os passageiros poderão apreciar o entardecer ao som da sanfona de Valtinho do Acordeon. Ou seja, de uma orla à outra, o forró segue à beira mar!

Mas, se você não quiser ir muito longe, a partir do dia 18/06, a praça de eventos da Orla de Atalaia se transformará no “Arraiá do Povo”: um cenário tipicamente junino, que relembra as festividades nas cidades do interior do estado, a fim de mostrar um pouco de artesanato, culinária e das tradições locais. Barracas de restaurantes, capela dos santos juninos, apresentação de quadrilhas e um palco para shows com os principais artistas locais e regionais compõem o arraiá que promete ser o mais animado dos últimos tempos. E tudo isso pra curtir como você achar melhor: sozinho, acompanhado ou em família, tem diversão para todos as idades e até o sol raiar!

A capelinha é um dos destaques do cenário montado no Arraiá do Povo

A capelinha é um dos destaques do cenário montado no Arraiá do Povo

E para quem vem para Aracaju  e vai ficar hospedado no Celi Hotel, a festa começa dentro do próprio hotel, que já está completamente enfeitado para receber os hóspedes no clima junino. E, como já se tornou tradição, no dia 23/06, a quadrilha junina Luiz Gonzaga vai fazer uma apresentação exclusiva para os hóspedes no lobby do hotel. Este é sempre um momento de muita animação, pois os quadrilheiros convidam os presentes para participarem da dança e caírem na folia ao som do trio Asa Branca, que vai encher o lugar do autêntico forró pé-de-serra. Além disso, durante todo o mês de Junho, os hóspedes poderão degustar algumas delícias juninas como: licores, bolos, doces típicos, entre outras que estarão disponíveis; além do cardápio especial do café da manhã. Tudo pensando com muito cuidado para fazer com que esta experiência junina seja completa e inesquecível. Clique aqui e faça agora sua reserva! Aproveite as últimas vagas e garanta o melhor descanso no Celi Hotel, depois de toda essa festança!

Os quadrilheiros da Luiz Gonzaga mantém a tradição e se apresentam no Celi Hotel dia 23/06

Os quadrilheiros da Luiz Gonzaga mantém a tradição e se apresentam no Celi Hotel dia 23/06

Ah, e não deixe de conferir abaixo a programação do Arraiá do Povo na Orla de Atalaia. Seja para dançar ou apenas apreciar a beleza das quadrilhas, o que vale mesmo é aproveitar todos os momentos e viver intensamente o São João!

ARRAIÁ DO POVO / CIDADE DO FORRÓ CANTOR ROGÉRIO

DIA 18/06 (QUINTA-FEIRA)

19h00 – TRIO VOZ DE OURO (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h00 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ / TUÍCA E A BONECA SEBASTIANA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

19h00 – BACAMARTEIROS DE AGUADA (Carmópolis/SE) – CIRCULANDO

19h30 – CORREIA DOS OITO BAIXOS (Capela/SE) – PALCO CLEMILDA

20h30 – RAVENGAR DO ACORDEON (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

21h30 – QUADRILHA UNIDOS EM ASA BRANCA – CONVIDADA – (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – BANDA FORRÓ DI BUTECO (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – OS GONZAGAS (João Pessoa/PB) – PALCO CLEMILDA

 

DIA 19/06 (SEXTA-FEIRA)

18h00 – TRIO XAMEGO NORDESTINO (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h00 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ/PADRE BELGA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

19h00 – SAMBA DE PAREIA (Laranjeiras/SE) – CIRCULANDO

19h30 – QUADRILHA ABUSADOS DA ROÇA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

20h00 – ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA TANTO BATE ATÉ QUE FURA (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

20h00 – JAILSON DO ACORDEON (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

22h00 – SENA FORRÓ DA ROÇA (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – BANDA FORRÓ MAIOR CANTA GONZAGÃO (Fortaleza/CE) – PALCO CLEMILDA

As quadrilhas juninas enchem de cor e muita animação o arraiá montado na orla de Atalaia

As quadrilhas juninas enchem de cor e muita animação o arraiá montado na orla de Atalaia

 

DIA 20/06 (SÁBADO)

18h00 – OSMAN DO ACORDEON (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h00 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ/PADRE BELGA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

19h30 – RETALHOS NORDESTINOS (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

20h00 – SAMBA DE COCO (São Cristóvão/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

21h30 – QUADRILHA SÉCULO XX (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – BALAIO DE FULÔ (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – HEITOR MENDONÇA – FORRÓ DO MESQUITA (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

 

DIA 21/06 (DOMINGO)

17h00 – TRIO NORDESTE INDEPENDENTE (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

17h30 – QUADRILHA JUNINA CANGACEIROS DA BOA (Japaratuba/SE) – TABLADO ARI SOARES

18h00 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ / TUÍCA E A BONECA SEBASTIANA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

18h00 – CACETEIRA (São Cristóvão/SE) – CIRCULANDO

19h00 – BATISTA DO ACORDEON (Indiaroba/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

20h00 – PIERRE FEITOSA (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

22h00 – ANTÔNIO CARLOS DU ARACAJU (Porto da Folha) – Palco Clemilda

00h00 – VIRGÍNIA FONTES (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

O tablado montado no centro do arraiá serve para apresentação de quadrilhas e pista de dança de forró

O tablado montado no centro do arraiá serve para apresentação de quadrilhas e pista de dança de forró

 

DIA 22/06 (SEGUNDA-FEIRA)

19h00 – GRUPO DE PÍFANO (Poço Verde/SE) – CORETO ISMAR BARRET0

19h00 – QUADRILHA JUNINA XODÓ DA VILA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h30 – JOSEANE DE JOSA (Areia Branca/SE) – PALCO CLEMILDA

20h00 – TRIO FORRÓ CULTURARTE (Laranjeiras/SE) – CORETO ISMAR BARRET0

21h30 – QUADRILHA RETIRANTES DO SERTÃO (Frei Paulo/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – BOB LELIS E FORRÓ GOZADO (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – GENIVAL LACERDA (Campina Grande/PB) – PALCO CLEMILDA

 

DIA 23/06 (TERÇA FEIRA)

18h00 – JOSIVAL SOARES SILVA FEITOSA “JO’K, PINTA O ARRAIÁ” (Propriá/SE) – CIRCULANDO

18h00 – TRIO PIAUÍ (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

18h30 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ/PADRE BELGA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

18h30 – GRUPO PENEIROU XERÉM (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h30 – QUADRILHA ASA BRANCA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

20h00 – GRILO DO FORRÓ (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

22h00 – LUIZ PAULO (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – MESTRINHO (Itabaiana/SE) – PALCO CLEMILDA

 

DIA 24/06 (QUARTA-FEIRA)

18h00 – JOSIVAL SOARES SILVA FEITOSA “JO’K, PINTA O ARRAIÁ” (Propriá/SE) -CIRCULANDO

18h00 – TRIO ITAPUÃ (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

18h30 – BATALHÃO DE SÃO JOÃO (Lagarto/SE) – CIRCULANDO

19h00 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ/PADRE BELGA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

19h30 – QUADRILHA MEU XODÓ (São Cristóvão/SE) – TABLADO ARI SOARES

20h00 – CEBOLINHA DO FORRÓ BIS (N. SRª Socorro/SE) – PALCO CLEMILDA

22h00 – JOÉSIA RAMOS (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – EDSON COSTA (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

 

DIA 25/06 (QUINTA-FEIRA)

19h00 – SAMBA DE COCO (Barra dos Coqueiros/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h00 – QUADRILHA CHAPÉU DE COURO (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h30 – GILVAN LIMA (São Cristóvão/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h30 – ARARÃO DO NORDESTE (São Cristóvão/SE) – PALCO CLEMILDA

21h30 – QUADRILHA MASSACARÁ (Carmópolis/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – CASACA DE COURO (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – GERALDO CARDOSO (Maceió/AL) – PALCO CLEMILDA

Os trios de forró pé-de-serra tocando todas as noites de forma itinerante, animando quem passeia pelo arraiá

Os trios de forró pé-de-serra tocando todas as noites de forma itinerante, animando quem passeia pelo arraiá

 

DIA 26/06 (SEXTA-FEIRA)

18h00 – JOSIVAL SOARES SILVA FEITOSA “JO’K, PINTA O ARRAIÁ” (Propriá/SE) – CIRCULANDO

18h00 – TRIO VASSOURAL (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

18h00 – DANDO NÓ EM PINGO D’ÁGUA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

18h30 – BATALHÃO 1º DE SÃO JOÃO (Laranjeiras/SE) – CIRCULANDO

20h00 – BEM-TE-VI O REI DO COQUINHO (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h00 – DANÇA EM RODAS NORDESTINAS / PONTO DE CULTURA ALBERTINA BRASIL (N. SRª da Glória/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h30 – SÉRGIO LUCAS (Porto da Folha/SE) – PALCO CLEMILDA

21h30 – QUADRILHA PIONEIROS DA ROÇA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – VALTINHO DO ACORDEON (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – CEZZINHA (Recife/PE) – PALCO CLEMILDA

DIA 27/06 (SÁBADO)

17h00 – GILSON DO ACORDEON (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

17h30 – BATALHÃO TRADIÇÃO (Laranjeiras/SE) – CIRCULANDO

17h30 – FUZONS – CAMINHOS DE TERRA E ÁGUA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

18h00 – JOSIVAL SOARES SILVA FEITOSA “JO’K, PINTA O ARRAIÁ” (Propriá/SE) – CIRCULANDO

18h30 – QUADRILHA ROSA DOURADA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h00 – EVERARDO SENA (CORONÉ VEVÉ) (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h30 – OS ARARAS DO FORRÓ (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

21h30 – QUADRILHA BALANÇA + NÃO CAI (Itabaiana/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – SERGIVAL (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – QUINTETO VIOLADO (Recife/PE) – PALCO CLEMILDA

DIA 28/06 (DOMINGO)

17h30 – LULA DO ACORDEON (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

17h30 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ / TUÍCA E A BONECA SEBASTIANA/PADRE BELGA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

18h00 – JOSIVAL SOARES SILVA FEITOSA “JO’K, PINTA O ARRAIÁ” (Propriá/SE) CIRCULANDO

19h00 – FORRÓ MATURI (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

19h00 – QUADRILHA FLOR NORDESTINA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h30 – ZÉ ROSENDO E MARLUCE (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

21h30 – QUADRILHA TRADIÇÃO JUNINA (Simão Dias/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – SILVÉRIO PESSOA (Recife/PE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – BANDA XOTE BAIÃO (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

A atração local Zé Tramela participa do fechamento dos festejos na Orla de Atalaia

A atração local Zé Tramela participa do fechamento dos festejos na Orla de Atalaia

 

DIA 29/06 (SEGUNDA-FEIRA)

18h00 – JOSIVAL SOARES SILVA FEITOSA “JO’K, PINTA O ARRAIÁ” (Propriá/SE) – CIRCULANDO

18h00 – MENESTRÉIS NO ARRAIÁ/PADRE BELGA (Aracaju/SE) – CIRCULANDO

18h30 – IBURA (Aracaju/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

18h00 – QUADRILHA ASSUM PRETO – CONVIDADA- (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h00 – QUADRILHA LUIZ GONZAGA (Aracaju/SE) – TABLADO ARI SOARES

19h30 – FORRÓ DA INTIMIDADE (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

20h30 – BANDA DE PÍFANO ESQUENTA MUIÉ (Laranjeiras/SE) – CORETO ISMAR BARRETO

21h30 – QUADRILHA POEIRINHA DO SERTÃO (Laranjeiras/SE) – TABLADO ARI SOARES

22h00 – ZÉ TRAMELA (Aracaju/SE) – PALCO CLEMILDA

00h00 – TARGINO GONDIM (Juazeiro/BA) – PALCO CLEMILDA

Fotos: sites Infonet e Turismo Sergipe

Santo Antônio: tradição e fé

Olá pessoal! O feriadão de Corpus Christi foi movimentado e deixou o Celi Hotel lotado de turistas que vieram aproveitar o início dos festejos juninos aqui em Aracaju. Queremos, primeiramente, agradecer a vocês que se hospedaram conosco, e convidar a todos para nos visitar durante o São João. Nosso hotel já está completamente decorado e preparado para receber a todos no clima junino. Anarriê!

O santo casamenteiro é o primeiro a ser comemorado no período junino

O santo casamenteiro é o primeiro a ser comemorado no período junino

Como já falamos semana passada, os festejos já se iniciaram por aqui. E neste final de semana, vamos comemorar o primeiro grande santo junino, que abre oficialmente a abertura dos festejos. Santo Antônio é popularmente conhecido como o “santo casamenteiro”: por este motivo, é grande o número de mulheres que cultuam o santo para arranjar um marido que seja “um bom partido”. Se você encontrar alguma imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo ou mesmo dentro da água, não se assuste: é a manifestação da cultura popular que acredita que assim o santo atenderá aos seus pedidos, e de forma bem prestativa! Uma das muitas curiosidades que podem ser atribuídas aos devotos de Antônio.

Comumente também são realizadas as “trezenas”: como o próprio nome diz são 13 dias onde se cantam favores e fazem orações ao santo em troca da tão sonhada graça a ser alcançada. Uma tradição católica muito forte que se mantém, não apenas nas igrejas, mas nas casas dos fervorosos devotos de Antônio. E a fama de casamenteiro deu origem à diversas cantigas e versos, como: “Santo Antônio me case já / Enquanto sou moça e viva / O milho, colhido tarde / Nem dá palha nem espiga”. Então, se você está em busca de um amor pra toda a vida, recorra à Santo Antônio, ou, como dizem por aqui: “se apegue ao santo”!

O altares de Santo Antônio deixaram de ser tradição religiosa para se tornar cultura popular e folclore

O altares de Santo Antônio deixaram de ser tradição religiosa para se tornar cultura popular e folclore

Os altares de Santo Antônio também são uma tradição religiosa e que já se tornou também cultural. Um exemplo disso é a exposição “13 noites com Santo Antônio”, que está acontecendo desde o dia 1º de Junho, no Centro de Cultura e Arte (Cultart), um espaço da Universidade Federal de Sergipe. O evento reune diversos artistas plásticos, associações e pessoas da comunidade para montarem altares decorativos para o santo. O espaço está aberto diariamente e, às 20h, são realizadas as orações da trezena, que se iniciou na abertura do evento. A exposição ficará no local até o próximo sábado, dia 13/06, quando é comemorado o dia do santo.

E não pense que é só isso não, porque em Aracaju, o primeiro bairro da cidade carrega o nome do santo casamenteiro. Então, todos os anos, no dia 13/06, são muitas as comemorações realizadas no local, que conta com uma capela no ponto mais alto da região. Lá são celebradas missas, casamentos, batizados, além da procissão que arrasta fiéis pelas ruas do bairro louvando o santo e que, normalmente, acaba em festa, com muita música e comidas típicas do período.

Há ainda um fato interessante que é ligado ao santo e que também compõe um dos rituais do dia em que ele é comemorado: a distribuição de pães. Conta a história que Santo Antônio se compadecia tanto dos pobres que, certa vez, doou para os pobres todos os pães do convento onde era frade. Com isso, criou-se a tradição do “pão de Santo Antônio” e, assim, pequenos pães bentos são distribuídos como forma de proteger o lar daqueles que os tem, para que nunca falte comida à mesa. Todos querem garantir o seu!

A igreja de Santo Antônio em Aracaju realiza grande festa para comemorar seu padroeiro

A igreja de Santo Antônio em Aracaju realiza grande festa para comemorar seu padroeiro

Mas uma das tradições mais comuns do período está na queima da fogueira em frente às casas daqueles que se chamam Antônio ou que possuem alguém com esse nome morando no local. Então, se você vir a brasa queimando, pode chegar na porta bater palmas e perguntar por “Tonho” (que é o apelido mais comum para o nome). Você vai se tornar quase que uma pessoa da família. E aí sim, a festa fica completa! Andar pela cidade em um desse como esses é vivenciar o que há de mais autêntico na cultura local e sentir-se um verdadeira sergipano! E olha que esta é apenas a primeira festividade junina!

Se você quer conhecer mais sobre tudo isso e experimentar viver um autêntico festejo nordestino, venha para Sergipe, conheça Aracaju e hospede-se conosco. Consulte os valores aqui e faça sua reserva. Você vai descobrir como é bom poder se aquecer no calor da fogueira, dançar no ritmo marcado da zabumba e se deliciar com os sabores do milho. Santo Antônio, São João e São Pedro te esperam aqui!

Fotos: site Infonet